Alerta vermelho: identificando riscos de alergia em ambientes escolares
Descubra estratégias para prevenir crises de alergia alimentar e proteger crianças em casa e na escola.

Seu filho tem alergia alimentar? Você não está sozinho! A lei brasileira protege essas crianças e obriga a escola a oferecer comida segura. Vamos explicar, passo a passo, como tudo funciona e o que a família pode exigir. É simples, direto e muito importante para a saúde dos pequenos!
Por que a lei protege crianças com alergia
A Lei 12.982/2014 diz que toda escola deve dar alimentação especial para alunos com alergia ou outras necessidades alimentares. Isso não é favor, é direito! Essa lei existe para evitar reações graves, como falta de ar ou choque alérgico. É como colocar cinto de segurança: uma ação simples que pode salvar vidas.
O que a escola deve fazer na prática
Cardápio especial
A merenda precisa ser adaptada. Se a criança é alérgica a leite, o cardápio deve trazer outra fonte de proteína, como carne ou feijão.
Ambiente sem contaminação cruzada
Os alimentos não podem “encostar” uns nos outros. É como separar roupa branca da colorida na máquina de lavar.
Treinamento da equipe
Professores, merendeiras e inspetores devem saber reconhecer sinais de alergia e agir rápido.
Registro atualizado dos alunos
A escola precisa ter uma lista com nome, foto e alergias de cada estudante. Assim, todos lembram quem precisa de cuidado extra.
O que diz o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

A Resolução 26/2013 do PNAE obriga a escola a seguir regras claras: cardápio individual, rótulos seguros e acompanhamento de nutricionista. O PNAE vê a merenda como parte do aprendizado e da saúde.
E se algo der errado? A Justiça responde
Tribunais brasileiros já condenaram escolas que falharam em prevenir crises alérgicas. Quando há descuido, a instituição pode pagar indenização e até enfrentar processo criminal.
Direitos que a família precisa conhecer
• Cardápio adaptado sem custo extra.
• Ambiente limpo e utensílios separados.
• Plano de emergência com remédios autorizados.
• Nenhuma forma de discriminação ou exclusão.
Perguntas comuns
Preciso levar laudo médico?
Sim. O laudo confirma a alergia e orienta a escola sobre cuidados.
A escola pode negar matrícula?
Não. Isso fere o direito à educação e caracteriza discriminação.
Quem paga a comida especial?
A própria escola, pois a lei define que o custo é dela.
Desmistificando equívocos
Equívoco: “Alergia é frescura.”
Fato: Alergia pode causar choque anafilático, uma emergência médica.
Equívoco: “Basta tirar o alimento principal.”
Fato: Mesmo traços do alimento podem causar reação. É preciso cuidado total.
Conclusão

Garantir comida segura na escola é um direito de toda criança com alergia alimentar. Conhecer a lei, exigir cardápio especial e cobrar treinamento da equipe faz a diferença. Juntos, família e escola criam um ambiente onde crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Brasil. Lei nº 12.982, de 28 de maio de 2014. Diário Oficial da União; 29 maio 2014.
- Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Diretrizes para manejo de alergias alimentares em escolas. São Paulo: ASBAI; 2021.
- Ministério da Educação. Manual de orientação para a alimentação escolar na educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e na educação de jovens e adultos. 2. ed. Brasília: FNDE; 2020.
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013.
- Conselho Federal de Nutricionistas. Recomendações para a alimentação escolar de alunos com necessidades alimentares especiais. Brasília: CFN; 2022.
- Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência em Teses: Responsabilidade Civil das Instituições de Ensino. Brasília: STJ; 2021.