Merenda sem glúten: como escolas podem proteger crianças celíacas
Aprenda como escolas podem oferecer alimentação sem glúten de forma acessível e protegendo a saúde dos alunos.

Você tem um filho ou filha com doença celíaca? Então sabe o medo que dá na hora da merenda. Será que a comida da escola é segura? Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos explicar, em palavras simples, como a lei protege seu pequeno e o que a escola pode fazer para evitar o glúten escondido.
Por que a lei protege o aluno celíaco?
Lei 12.982/2014 em palavras simples
A lei diz que toda criança com necessidade alimentar especial, como a doença celíaca, tem direito a comida segura na escola. Não é “favor”, é dever.
O que o PNAE garante
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) manda ter cardápio especial e cuidados extras. É como criar uma “zona segura” sem glúten dentro da cozinha da escola.
Como evitar a contaminação cruzada

Contaminação cruzada é quando migalhas de pão com glúten tocam a comida sem glúten. Para evitar, a escola deve:
• Usar mesa e utensílios exclusivos para preparar a refeição sem glúten.
• Guardar os ingredientes em potes fechados, longe da farinha comum.
• Treinar a equipe sempre. É como ensinar a amarrar o cadarço: tem que repetir até virar hábito.
Cardápio sem glúten: dicas que funcionam
Comidas que já são naturalmente sem glúten
Arroz, feijão, carnes, frutas e legumes são seguros e baratos. A escola não precisa inventar muito para servir bem.
Parcerias e planejamento
Algumas escolas fazem parceria com fornecedores especializados. Outras planejam o menu com antecedência para comprar em maior quantidade e pagar menos. Estudos mostram que o custo pode subir cerca de 30%, mas a segurança e a felicidade da criança compensam.
Perguntas que os pais costumam fazer
• Meu filho pode comer a comida dos colegas? Melhor não. Mesmo um pedacinho de bolo comum pode fazer mal.
• E eventos especiais da escola? A cantina deve oferecer opção sem glúten ou avisar com antecedência para você enviar de casa.
• Como fiscalizar? Peça para ver o cardápio e os procedimentos. A lei está do seu lado.
Equívocos comuns e a verdade
• “Um pouquinho de glúten não faz mal.” Faz, sim. Para quem é celíaco, mesmo migalhas causam danos no intestino.
• “Produtos sem glúten são sempre mais caros.” Alguns são, mas arroz, feijão e frutas não têm glúten e custam o mesmo.
Conclusão

Garantir uma merenda sem glúten é possível e é direito de toda criança celíaca. Com leis claras, profissionais treinados e cardápio bem pensado, a escola vira um lugar seguro para aprender e brincar. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- BRASIL. Lei nº 12.982, de 28 de maio de 2014. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 29 maio 2014.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR. Diretrizes para alimentação escolar segura. Brasília, 2023.
- SILVA, M. R. et al. Implementação de protocolos para alunos celíacos em escolas brasileiras. Revista de Nutrição Escolar, v. 15, n. 2, p. 45-52, 2022.
- ASSOCIAÇÃO DOS CELÍACOS DO BRASIL. Manual de boas práticas para cantinas escolares. Brasília, 2023.
- SANTOS, J. P. et al. Análise econômica da implementação de cardápios adaptados em escolas. Journal of School Health, v. 8, n. 3, p. 112-120, 2023.