No dia a dia escolar, comunicação eficiente faz toda a diferença para crianças celíacas
Descubra estratégias práticas de comunicação que protegem crianças celíacas na rotina escolar.

Você tem um filho ou aluno com doença celíaca? Falar claro e usar bons combinados evita que o glúten apareça no prato da criança. Neste post do Clube da Saúde Infantil, mostramos passos simples para família, escola e profissionais de saúde trabalharem juntos. Assim, todo mundo fica tranquilo.
Por que conversar bem salva o dia?
Um estudo brasileiro mostrou que escolas com um protocolo de conversa bem montado tiveram 75% menos acidentes com glúten. Ou seja, falar a mesma língua protege a saúde da criança.
Menos “escapadas” de glúten
Quando todos sabem o que fazer, a dieta sem glúten vira rotina, como escovar os dentes. Isso reduz erros na cantina, nas festas e nas aulas de culinária.
Como montar um protocolo simples
1. Reuniões regulares
Marque encontros curtos a cada bimestre entre família, coordenação e equipe da cantina. Use linguagem fácil, como numa roda de conversa.
2. Papel que vale ouro
Crie um documento de uma página com:
• Nome da criança.
• Lista de alimentos proibidos e permitidos.
• O que fazer se ela comer glúten por engano.
• Telefones de emergência.
Deixe uma cópia na secretaria e outra com a merendeira.
3. Alerta para eventos especiais
Vai ter festa ou excursão? Dispare um bilhete ou mensagem no aplicativo da escola avisando. Assim, a família pode mandar lanche seguro.
Plano de ação individual: o manual da criança

Planos de ação bem feitos diminuem em 60% o risco de exposição ao glúten. Pense nele como o “manual de instruções” do aluno celíaco. Atualize todo semestre e sempre que o médico pedir algo novo.
Profissionais de saúde: aliados fortes
Nutricionistas, pediatras e gastroenterologistas ajudam a revisar o protocolo e a treinar a equipe da escola. Essa parceria melhora muito a qualidade de vida do aluno.
Dúvidas que podem surgir
Traços de glúten fazem mal?
Sim. Mesmo migalhas podem causar dor ou diarreia.
Preciso de panela exclusiva?
Na escola, o ideal é usar utensílios separados ou bem lavados, como se estivesse tirando toda a tinta de um pincel antes de mudar de cor.
E nas festas?
Combine lanche seguro ou mesa separada. O importante é a criança participar sem medo.
Erros comuns e como evitar
• Pensar que “só um pouquinho não faz mal” – faz sim.
• Achar que produtos “sem trigo” são sempre sem glúten – leia o rótulo.
• Não avisar a equipe nova da escola – informe sempre que chegar alguém.
Conclusão

Comunicar de forma clara, usar documentos simples e ter ajuda dos profissionais de saúde deixa a rotina sem glúten mais fácil e segura. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que, com bons combinados, todas as crianças podem aproveitar a escola sem medo. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, M. B.; SANTOS, R. C. Protocolos de comunicação em escolas para alunos com doença celíaca. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 27, n. 2, p. 299-314, 2021.
- OLIVEIRA, J. A. et al. Gestão escolar e doenças crônicas: um estudo brasileiro. Jornal de Pediatria (Rio J.), v. 96, n. 4, p. 455-461, 2020.
- MARTINEZ, P.; COSTA, L. R. Documentação e segurança alimentar em escolas. Arquivos de Gastroenterologia, v. 58, n. 2, p. 201-208, 2021.
- SANTOS, D. F. et al. Planos de ação para alunos com restrições alimentares. Revista de Nutrição, v. 35, e200167, 2022.
- FERREIRA, M. C. et al. Integração entre saúde e educação no manejo da doença celíaca. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 3, e00185420, 2021.