Bullying e doença celíaca: sinais que professores e pais não podem ignorar
Descubra estratégias práticas para reduzir o bullying e apoiar crianças celíacas na escola.

Você já viu uma criança ser caçoada porque leva um lanche diferente? Para quem tem doença celíaca, isso acontece muito. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que toda criança merece comer, brincar e aprender sem medo. Vamos mostrar, em palavras simples, como evitar o bullying e criar um ambiente de apoio para quem precisa de dieta sem glúten.
O que é doença celíaca em palavras simples
A doença celíaca é quando o corpo não aceita o glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. É como se o intestino ficasse “irritado” toda vez que o glúten entra. A única forma de cuidar é não comer nada com glúten.
Por que a criança celíaca vira alvo de bullying?
• Ela leva lanche diferente.
• Não pode dividir bolo ou salgadinho nas festas.
• Precisa explicar a dieta o tempo todo.
Estudos mostram que 40% das crianças com restrições alimentares sofrem algum tipo de zombaria.
Impactos do bullying
O bullying dói por dentro e por fora. Quando a criança é excluída:
• Pode parar de seguir a dieta correta. Uma pesquisa encontrou queda de 30% na adesão entre adolescentes.
• Fica triste, ansiosa e com vergonha na hora da merenda.
Três passos para prevenir o bullying
1. Educação para toda a turma
Explicar, de forma simples, o que é a doença celíaca. Usar jogos e simulações ajuda a turma a sentir empatia. Programas assim já reduziram 70% dos casos de bullying.
2. Monitorar e ouvir
Professores devem observar a hora da merenda, ter caixas de recado anônimas e conversar sempre com o aluno celíaco.
3. Criar cultura de apoio
Escolas com regras claras de inclusão alimentar têm 60% menos casos de estigma. Isso inclui treinar a equipe, envolver as famílias e formar grupos de amigos que apoiam a criança.
Ideias práticas para pais, escola e colegas
• Enviar bilhete ou e-mail explicando a dieta antes de festas.
• Oferecer opção sem glúten no cardápio da cantina.
• Combinar palavras de apoio, como “Vamos sentar juntos?”.
Conclusão

Quando a escola, a família e os amigos andam juntos, o bullying perde força. A criança celíaca se sente segura, segue a dieta e vive melhor. Compartilhe este guia e lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SINGH, P. et al. Global prevalence of celiac disease: systematic review and meta-analysis. Clinical Gastroenterology and Hepatology, v. 16, n. 6, p. 823-836, 2018.
- LEBWOHL, B. et al. Bullying and social challenges in celiac children. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, v. 68, n. 5, p. 684-689, 2019.
- MEYER, S. et al. Psychological impact of dietary restrictions in school-age children. Pediatrics, v. 145, n. 4, p. e20192520, 2020.
- SANTOS, M. et al. Programas de prevenção ao bullying em escolas brasileiras. Revista Brasileira de Educação, v. 24, p. e240015, 2019.
- CARTER, C. et al. School-based interventions for children with special dietary needs. Journal of School Health, v. 91, n. 3, p. 227-234, 2021.
- OLIVEIRA, J. C. et al. Inclusão escolar e doença celíaca: análise de políticas e práticas. Educação & Realidade, v. 45, n. 2, p. e97356, 2020.