Quando espirros custam aprendizado: o impacto silencioso da alergia na escola

Entenda como sinais discretos de alergia interferem na rotina escolar e conheça estratégias práticas para apoiar crianças no aprendizado

Você sabia que espirros e nariz entupido podem roubar quase duas semanas de aula das crianças todo ano? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como a rinite alérgica faz isso acontecer e por que falar do assunto é tão importante.

Quantos dias de aula se perdem por rinite alérgica?

Estudos brasileiros mostram que alunos com rinite alérgica faltam, em média, 13,8 dias por ano. Já quem não tem a doença falta só 3,7 dias. Em locais com muito pólen ou mudança brusca de clima, a ausência sobe para 18,2 dias.

Quando as faltas mais acontecem?

Uma análise em 2.500 escolas apontou picos de faltas nas épocas de pólen e mudança de estação. É como se a sala ficasse vazia justamente quando o tempo muda.

Presenteísmo: a criança vai, mas não rende

Estar sentado na sala não garante aprendizado. Crianças com sintomas ativos de rinite têm queda de 30% a 40% na concentração e no desempenho.

Quanto isso custa para todos nós?

Somando faltas e baixo rendimento, a conta chega a R$ 3,4 bilhões por ano no Brasil. Esse valor inclui reposição de aulas e impacto nas notas.

O que as escolas estão dizendo?

Entre 500 coordenadores pedagógicos, 78% veem a saúde dos alunos, especialmente a rinite alérgica, como um dos maiores desafios para cumprir o calendário. Muitos precisam refazer planos de aula e criar reforços extras.

Por que falar disso importa?

• Menos faltas = mais aprendizado.
• Menos presenteísmo = crianças realmente atentas.
• Economia para escolas e famílias.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que entender o problema é o primeiro passo para agir. Converse com a escola e com o médico da família sobre estratégias simples de controle dos sintomas.

Conclusão

A rinite alérgica tira dias de aula, atenção e dinheiro. Quando cuidamos do nariz das nossas crianças, cuidamos do futuro delas. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. SILVA, M. B.; SANTOS, R. M. Impacto da rinite alérgica no ambiente escolar. Revista Brasileira de Alergia e Imunologia, v. 35, n. 2, p. 145-152, 2021.
  2. OLIVEIRA, J. C. et al. Absenteísmo escolar e condições alérgicas: estudo multicêntrico brasileiro. Jornal de Pediatria (Rio J.), v. 96, n. 2, p. 197-203, 2020.
  3. FERNANDES, L. C. et al. Padrões sazonais de absenteísmo escolar relacionado à rinite alérgica. Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia, v. 6, n. 1, p. 89-96, 2022.
  4. COSTA, A. M.; SANTOS, L. M. Presenteísmo em ambiente escolar: impacto das alergias respiratórias. Revista Educação & Saúde, v. 4, n. 2, p. 78-85, 2021.
  5. RODRIGUES, P. F. et al. Consequências do presenteísmo no desempenho acadêmico. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 3, p. 1019-1028, 2020.
  6. INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS. Impacto econômico das condições de saúde na educação básica. Brasília, 2022.
  7. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA. Relatório sobre gestão escolar e condições alérgicas. São Paulo, 2021.