Quando o simples salva: ajustes cotidianos que previnem crises de rinite
Conheça estratégias práticas para controlar ácaros, mofo e ventilação, prevenindo crises e garantindo conforto para alunos com rinite.

Nariz entupido, espirros e coceira atrapalham a aula. A boa notícia é que pequenas mudanças na sala podem cortar grande parte desses incômodos. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que aprender em um espaço limpo e arejado faz toda diferença. Vamos mostrar como sua escola pode ajudar as crianças com rinite a respirar melhor.
Por que cuidar do ar dentro da escola?
O ar da sala de aula carrega pó, ácaros, mofo e até pelos de animais usados em projetos. Para quem tem rinite alérgica, esses “bichinhos” são como faíscas que acendem a crise. Estudos mostram que controlar o ambiente é tão forte quanto usar remédio.
Passos simples para reduzir alérgenos

1. Trocar materiais que juntam pó
• Cortinas de tecido ➜ persianas laváveis.
• Tapetes grossos ➜ piso liso, limpo todo dia com pano úmido.
• Pelúcias em excesso ➜ brinquedos que possam ser lavados.
2. Usar barreiras físicas
• Capas antialérgicas nos colchonetes da educação infantil.
• Filtro HEPA portátil: funciona como uma peneira fina que retém até 80% das partículas em 5 h de uso contínuo.
3. Medir é controlar
Um sensor barato de umidade e CO₂ mostra quando a sala precisa abrir janelas ou ligar o exaustor. Acima de 60% de umidade, o mofo cresce rápido.
Ventilação: ar circulando, nariz feliz
Salas com cinco trocas de ar por hora diminuem 30% dos ácaros.
• Se o bairro tem pouco trânsito, abra janelas dos dois lados para o vento cruzar.
• Se a rua é poluída, feche nos horários de pico e use filtragem mecânica.
Limpeza inteligente: pano úmido é amigo
Trocar vassoura seca por aspirador com filtro HEPA cortou 45% das faltas por problemas respiratórios em escolas paulistas. Outra troca simples: rodos por mops de microfibra.
Layout que ajuda a respirar melhor
Carteiras alinhadas no mesmo sentido do vento evitam “bolsões” de pó. Armários fechados e lixeiras com tampa seguram a poeira. Em reformas, brises ou cobogós deixam o ar entrar sem acumular sujeira.
Todo mundo junto: professores, pais e alunos
Campanhas na Semana da Saúde ensinam etiqueta da tosse e como identificar crises. Enviar folhetos para casa garante que o cuidado continue fora da escola. Algumas redes usam apps para marcar “pontos de pó”, reduzindo 27% das idas ao pronto-socorro em Belo Horizonte, por exemplo.
Conclusão

Ambiente limpo, ventilado e organizado faz diferença direta na atenção e no bem-estar dos pequenos. Com passos simples — pano úmido, filtro HEPA, olho na umidade — a escola vira aliada na luta contra os espirros. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- ARSHAD, S. H.; BATEMAN, E. Environmental control in allergic rhinitis: critical review. Current Opinion in Allergy and Clinical Immunology, London, v. 20, n. 1, p. 1-8, 2020.
- MACINTYRE, C. R. et al. Portable HEPA filters in school classrooms: a randomized trial. Indoor Air, Copenhagen, v. 32, n. 4, e13045, 2022.
- GOMES, E. R.; CARDOSO, M. R. Humidity monitoring to prevent mold growth in schools. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 8, e00212320, 2021.
- YANG, M. M. et al. Air exchange rates and allergen concentrations in classrooms. Building and Environment, Oxford, v. 196, p. 107790, 2021.
- SILVA, F. T. et al. Cleaning practices and respiratory absenteeism in public schools. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 98, n. 2, p. 148-155, 2022.
- PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Relatório anual de saúde escolar 2022. Belo Horizonte: PBH, 2023.