Do sinal de alerta à ação rápida: medidas essenciais para emergências na escola
Aprenda a organizar equipes, definir responsabilidades e agir rapidamente diante de emergências escolares.

Você já pensou no que acontece se uma criança tem uma reação alérgica grave na escola? A lei brasileira garante que a escola deve cuidar da saúde dos alunos. Hoje, o Clube da Saúde Infantil mostra de forma simples o que a escola precisa fazer para proteger seu filho.
Por que a lei protege seu filho?
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante que toda criança receba cuidado completo na escola. Se não houver um plano de emergência, a escola pode ser punida. Ter um protocolo de ação não é favor, é obrigação.
Documentos que não podem faltar
Para que a escola dê o remédio certo, na hora certa, é preciso reunir quatro papéis principais:
- Termo de consentimento assinado pelos responsáveis.
- Prescrição médica atualizada com dose e nome do remédio.
- Registro de ocorrências de cada episódio.
- Autorização para uso de autoinjetor de epinefrina.
Esses documentos protegem a criança, a família e a escola.
O que a escola precisa fazer na prática
- Manter lista atualizada de alunos com alergia.
- Treinar professores e funcionários para agir rápido.
- Deixar o kit de emergência em local fácil de achar.
- Registrar cada passo tomado durante a emergência.
Se a escola falhar, a Justiça entende que ela é responsável, mesmo sem culpa direta. Isso se chama responsabilidade objetiva.
Dúvidas que os pais costumam ter

- A escola pode aplicar injeção? Sim, se houver autorização e treinamento.
- E se o remédio vencer? A escola deve checar datas todo mês.
- Meu filho não tem alergia. Precisa de plano? Sim, o protocolo vale para todos, pois emergências podem surgir sem aviso.
Quebrando mitos comuns
- Mito: “Só o enfermeiro pode aplicar epinefrina.” Fato: a lei permite que qualquer funcionário treinado faça a aplicação em caso de risco de vida.
- Mito: “Guardar os documentos em casa é suficiente.” Fato: os papéis precisam estar na escola para acesso rápido.
Como isso ajuda seu filho?
Ter um protocolo claro:
- Salva tempo — cada segundo conta durante uma reação alérgica.
- Evita erros — todos sabem o que fazer.
- Dá segurança — pais, alunos e equipe ficam mais tranquilos.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples faz diferença no dia a dia da família.
Conclusão

Quando a escola segue a lei, todos ganham: menos risco, mais confiança. Converse com a direção e verifique se existe um protocolo de emergência atualizado. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Diário Oficial da União, Brasília, 16 jul. 1990.
- MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (BR). Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 14 jul. 2010.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA. Diretrizes para manejo de emergências alérgicas em ambiente escolar. São Paulo: ASBAI, 2021.
- SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (BR). Recurso Especial nº 1.209.273-SP. Relator: Ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Diário da Justiça Eletrônico, Brasília, 10 set. 2012.