Bullying não é brincadeira: como proteger crianças com doenças crônicas

Aprenda a identificar sinais de bullying e promova apoio seguro e atenção às crianças vulneráveis.

Você sabia que crianças com doenças crônicas, como as reumáticas, sofrem mais bullying que outras? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos o problema e damos passos fáceis para ajudar. Leia e proteja quem você ama!

O que dizem os números

Pesquisas internacionais mostram que 65% das crianças com doenças crônicas contam que já sofreram bullying, o dobro das crianças saudáveis. No Brasil, esse número pode chegar a 70% em hospitais que tratam doenças reumáticas. Isso é muito alto!

Por que acontece mais bullying?

Doenças reumáticas podem mudar a vida da criança de forma visível. Ela pode:
• Ter dificuldade para correr ou escrever.
• Tomar remédios que incham o rosto ou mudam o corpo.
• Faltar aulas para ir ao médico.

Esses sinais chamam atenção e colegas mal-informados podem zombar, excluir ou espalhar boatos. É o que os cientistas chamam de “bullying relacionado à saúde”.

Exemplos de bullying

• “Você não joga porque é fraco.”
• Risadas sobre apoio para andar.
• Mentiras nas redes sociais sobre “contágio”.

Cyberbullying: a nova fronteira

Com mais tempo on-line, o risco subiu 40%. A ofensa fica na internet e pode ser vista por muita gente, a qualquer hora. Isso machuca mais e pode até atrapalhar o tratamento.

Como identificar sinais de bullying

Fique alerta se a criança:
• Chega triste ou calada demais.
• Pede para faltar à escola.
• Esconde o celular ou chora após usar a internet.

Passos simples para proteger

  1. Converse todos os dias. Pergunte: “Como foi a escola?”
  2. Fale com professores e coordenação. Mostre os dados científicos.
  3. Guarde provas de mensagens ofensivas.
  4. Busque apoio em sites do Ministério da Saúde ou em grupos de pais.

Como explicar a doença aos colegas

Conte de forma simples: “Meu corpo é como um carro que precisa de óleo especial. Eu tomo remédio para isso.” Assim as outras crianças entendem e respeitam.

Quebrando mitos

Mito: “Doença reumática é coisa de idoso.”
Fato: Crianças também podem ter e não pega em ninguém.

Mito: “Ela falta porque quer.”
Fato: Consultas e dores fazem a criança faltar. Não é preguiça.

Quanto mais informação correta, menos bullying.

Quando procurar ajuda profissional

Se a criança mostra tristeza constante ou fala em não querer viver, procure um psicólogo ou psiquiatra infantil. Ajuda cedo faz diferença.

Conclusão

Crianças com doenças crônicas merecem apoio, não zombaria. Informar, observar e agir são passos simples que salvam sorrisos. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. SENTENAC, M. et al. Victims of bullying among students with a disability or chronic illness and their peers: a cross-national study between Ireland and France. Journal of Adolescent Health, v. 48, n. 5, p. 461-466, 2019.
  2. SANTOS, M. S.; FERREIRA, R. C.; LIMA, A. S. Bullying em pacientes pediátricos com doenças reumáticas: um estudo multicêntrico brasileiro. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 60, n. 2, p. 175-183, 2020.
  3. PETERSON, J. L.; PUHL, R. M.; LUEDICKE, J. An experimental assessment of physical and social bullying of students with chronic conditions. Journal of Pediatric Psychology, v. 43, n. 6, p. 629-639, 2018.
  4. SILVA, D. G.; OLIVEIRA, M. B.; COSTA, R. F. Cyberbullying e doenças crônicas: análise do impacto durante a pandemia. Psicologia: Teoria e Prática, v. 25, p. 1-12, 2021.