Amamentação no Brasil registra avanços e revela desafios por região

Conheça as diferenças regionais e descubra como fortalecer a amamentação em todo o país

Você já sabe que a amamentação mudou muito nos últimos anos! Se você é mãe ou vai ser mãe, precisa conhecer os números e entender como eles impactam essa fase tão especial. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos o panorama completo por região do Brasil.

Brasil saiu do zero e chegou longe na amamentação

Imagine só: em 1980, apenas 3 em cada 100 bebês brasileiros recebiam só leite materno até os 6 meses de vida. Hoje, esse número subiu para 46 em cada 100 bebês! É como se o Brasil tivesse escalado uma montanha bem alta.

Esse aumento mostra que as mães brasileiras estão conseguindo amamentar melhor, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 70% dos bebês recebendo só leite materno até os 6 meses. Ainda há caminho a percorrer.

Cada região do Brasil tem seu ritmo

O Brasil é grande e cada região tem seus próprios números na amamentação. É como um mapa colorido, onde cada cor mostra uma realidade diferente:

Região Sul: a campeã da amamentação

  • 59 em cada 100 bebês recebem só leite materno até os 6 meses.
  • É a região que mais se aproxima da meta mundial.

Região Centro-Oeste: no meio do caminho

  • 46 em cada 100 bebês amamentam exclusivamente.
  • Está na média nacional.

Região Nordeste: precisa de mais apoio

  • 38 em cada 100 bebês recebem aleitamento exclusivo.
  • É a região que mais precisa de programas de incentivo.

Essas diferenças acontecem por vários motivos: acesso aos serviços de saúde, programas locais de apoio às mães e diferenças culturais entre as regiões.

O que faz a diferença na amamentação?

Alguns pontos são fundamentais para o sucesso da amamentação:

Educação da mãe

Mães que estudaram mais tendem a amamentar por mais tempo. A diferença pode chegar a 25%. Informação e apoio fazem toda a diferença.

Acesso aos serviços de saúde

Ter um posto de saúde por perto, consultas de pré-natal e apoio de profissionais ajuda muito as mães a conseguirem amamentar.

Programas do governo

Lugares com mais programas de incentivo à amamentação têm melhores resultados.

Por quanto tempo as mães brasileiras amamentam?

No Brasil, as mães amamentam, em média:

  • 11 meses e alguns dias quando consideramos todo tipo de amamentação.
  • 15 meses quando o bebê já come outros alimentos junto com o leite materno.

A OMS recomenda continuar até os 2 anos ou mais, junto com outros alimentos depois dos 6 meses. Ainda há espaço para melhoria.

O que isso significa para você?

Se você está amamentando ou vai amamentar:

  1. Você não está sozinha: quase metade das mães brasileiras consegue dar só leite materno nos primeiros 6 meses.
  2. Busque apoio: procure seu posto de saúde, converse com outros pais e tire dúvidas.
  3. Cada dia conta: qualquer tempo de amamentação já é um presente para seu bebê.
  4. Sua região influencia: se mora em região com menos apoio, procure grupos de mães e profissionais especializados.

Como podemos melhorar juntos?

Para alcançar 70%, o Brasil precisa:

  • Mais programas de apoio às mães em todas as regiões.
  • Melhor acesso à informação sobre amamentação.
  • Apoio no trabalho para mães que amamentam.
  • Capacitação dos profissionais de saúde.

Conclusão

A história da amamentação no Brasil é uma história de sucesso! Saímos de apenas 3% para 46% de bebês recebendo aleitamento materno exclusivo. Isso mostra que, quando trabalhamos juntos, conseguimos grandes mudanças.

Cada região tem suas características, mas todas podem melhorar com apoio, informação e políticas públicas adequadas. Aqui no Clube da Saúde Infantil, sabemos que crescer com saúde é mais legal, e a amamentação é um dos primeiros passos. Continue buscando informação, apoio e cuidando de si mesma para cuidar melhor do seu bebê.


Referências

  1. Ministério da Saúde (BR). Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher. Brasília: MS; 2020.
  2. Victora CG, Bahl R, Barros AJ, et al. Lancet Breastfeeding Series Group. Breastfeeding in the 21st century: epidemiology, mechanisms, and lifelong effect. Lancet. 2016;387(10017):475-90.
  3. World Health Organization. Global Nutrition Targets 2025: Breastfeeding Policy Brief. Geneva: WHO; 2021.
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  5. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Orientação: Aleitamento Materno. São Paulo: SBP; 2019.
  6. Rollins NC, Bhandari N, Hajeebhoy N, et al. Why invest, and what it will take to improve breastfeeding practices? Lancet. 2016;387(10017):491-504.
  7. Venancio SI, Escuder MML, Saldiva SRDM, et al. A prática do aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Rev Saude Publica. 2020;54:14.