De Sobral a São Paulo: as experiências que mostram o poder da educação em saúde

Saiba como escolas de Sobral, São Paulo e outras cidades estão ensinando saúde na prática e transformando a rotina das crianças.

Você já pensou que a sala de aula pode virar um laboratório de saúde? Em várias cidades do Brasil, isso já acontece. Alunos medem a própria cintura, contam o açúcar do refrigerante e criam apps contra o mosquito da dengue. Vamos ver como essas ideias funcionam e o que podemos aprender.

Por que falar de saúde na escola?

A escola é onde crianças e jovens passam boa parte do dia. Falar de saúde ali é como plantar sementes em solo fértil: cresce rápido e vai para dentro de casa. Quando o aluno aprende sobre comida saudável ou primeiros socorros, toda a família ganha.

O que as experiências mostram

Sobral, Ceará: aprendendo na prática

Desde 2013, as escolas de Sobral juntam matemática, ciências e saúde. Os alunos medem a circunferência da barriga e fazem contas simples para ver quanto açúcar existe em um copo de refrigerante. Esse dado vai para casa e muda conversas na mesa do jantar.

Rio Grande do Sul: menos faltas, mais frutas

No projeto Vida Saudável nas Escolas, 42 escolas têm duas horas por semana só para saúde. Resultado: 18% menos faltas por gripe ou dor de barriga e 12% mais frutas no prato dos alunos do 6.º ao 9.º ano.

São Paulo: tecnologia contra doenças

A rede municipal colocou 100% das escolas no Programa Saúde na Escola (PSE). Cada turma cria um “desafio de saúde”. Um grupo da zona leste fez um aplicativo simples que mostra no mapa onde tem foco do mosquito Aedes aegypti. Assim, a vigilância sanitária age mais rápido.

Quatro lições que valem ouro

  1. Trabalho em equipe: educação e saúde precisam andar juntas. Quando professores e agentes de saúde trocam dados e espaço, o projeto dura mais.
  2. Treino contínuo: formações presenciais semestrais e tutoria on-line deixam o professor seguro para explicar temas difíceis.
  3. Medir para melhorar: pesar, medir, fazer questionários. Quem prova resultado garante apoio e verba.
  4. Comunidade dentro da escola: feiras e oficinas abertas às famílias criam um “círculo do bem” de hábitos saudáveis.

Desafios que ainda precisamos vencer

  • Troca constante de professores: entra e sai de pessoal exige formação todo ano.
  • Falta de espaço: muitas escolas rurais não têm cozinha pedagógica nem laboratório.
  • Sensibilidade social: em lugares onde a merenda é a principal refeição, falar de “cinco porções de frutas” precisa de cuidado.

Como adaptar para sua realidade

  1. Comece com um diagnóstico participativo: pergunte aos alunos e famílias quais temas de saúde são mais urgentes.
  2. Faça um plano passo a passo: escolha o assunto mais importante e avance aos poucos.
  3. Busque financiamento: use programas federais, emendas e parcerias com universidades.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que pequenos passos viram grandes conquistas. Que tal conversar com a escola do seu filho sobre essas ideias? Para saber mais sobre o Programa Saúde na Escola, visite o site oficial do Ministério da Saúde.

Conclusão

Transformar a escola em espaço de cuidado é possível e já acontece em todo o Brasil. Quando alunos, professores e famílias se unem, faltas diminuem e hábitos saudáveis ganham força. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. CEARÁ. Secretaria da Educação. Projeto Saúde Integral na Escola: relatório de avaliação 2019. Fortaleza: SEDUC, 2020.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Boas Práticas do PSE. Brasília: MS, 2021.
  3. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Educação. Vida Saudável nas Escolas: resultados preliminares 2017-2021. Porto Alegre: SEDUC-RS, 2022.
  4. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Aprendizagem Baseada em Projetos de Saúde: guia do professor. São Paulo: SME, 2023.
  5. CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO (CONSED). Recomendações para a Implementação da Educação em Saúde no Currículo. Brasília: CONSED, 2022.
  6. OBSERVATÓRIO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR. Relatório técnico sobre segurança alimentar nas escolas brasileiras. Brasília: OAE, 2022.