Por dentro do PSE: o programa que conecta escola, saúde e comunidade
Saiba como o PSE fortalece a parceria entre escolas, UBS e famílias, ampliando vacinas, melhorando alimentação e reduzindo faltas das crianças.

Você sabia que a escola pode ser um dos melhores lugares para cuidar da saúde das crianças? Programas como o Programa Saúde na Escola (PSE) mostram que, quando professores, agentes de saúde e famílias trabalham juntos, os pequenos faltam menos, aprendem mais e ficam doentes com menor frequência. Vamos entender, em linguagem simples, como essa parceria funciona e como ela pode ajudar sua família.
O que é o Programa Saúde na Escola?
O PSE existe desde 2007 e já está em quase todas as cidades do Brasil. Ele liga a escola à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro. Assim, vacinas, exames simples e palestras chegam até a sala de aula.
Por que a escola é um ótimo posto de saúde?
Chamado que ninguém recusa
A escola tem um “poder de convocar” que o posto de saúde nem sempre tem. Quando o aviso de vacinação vem pela professora, a adesão cresce.
Detecção rápida de problemas
Professores veem as crianças todos os dias. Se percebem tosse constante ou ganho de peso rápido, avisam a UBS. Esse olhar diário diminuiu internações por asma em 22% em cidades de São Paulo que usam o sistema e-SUS Escola.
Família: peça-chave desse quebra-cabeça
Aprender ultrapassa o portão
Estudos mostram que o hábito saudável só pega quando chega em casa. Cidades que fazem oficinas de culinária com pais reduziram o sobrepeso infantil em até 8,5 p.p.
Ferramentas simples para conversar
Grupos de mensagens da escola enviam vídeos curtos e áudios sobre cuidados. Famílias que recebem esse material guardam 30% mais informação. Se não há internet, rádios comunitárias ou distribuição de chips resolvem o problema.
Comunidade unida faz diferença
Hortas, visitas e mutirões
Em Curitiba, 70% das escolas têm horta. Pais e alunos plantam juntos e levam verduras frescas para casa. Já em áreas ribeirinhas, lanchas de saúde levam vacinas e consultas. Cada lugar cria a solução que cabe no bolso e na cultura local.
Empresas e universidades podem ajudar
O Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016) dá benefícios fiscais para empresas que apoiam projetos de saúde na escola. Universidades podem oferecer oficinas de primeiros socorros ou feiras de ciências.
Como saber se tudo isso funciona?
Especialistas recomendam olhar tanto notas e faltas quanto medidas de saúde, como Índice de Massa Corporal (IMC) e carteira de vacinação. Plataformas como o e-SUS Escola mostram esses dados em tempo real, ajudando na tomada de decisão.
Dúvidas comuns
• A escola vai ter acesso ao prontuário do meu filho? – Apenas as informações necessárias e sempre seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados.
• E se minha cidade não tiver internet boa? – Há opções off-line, como rádios comunitárias ou material impresso.
• Como posso participar? – Pergunte na reunião de pais sobre o PSE, entre nos grupos de WhatsApp e participe das hortas ou oficinas.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que quando escola, saúde e família jogam no mesmo time, todo mundo ganha!
Conclusão

A escola é mais que lugar de prova. Ela pode ser ponte para vacinas, boa alimentação e cuidado diário. Quando professores, agentes de saúde e famílias trabalham unidos, aumentam as notas, diminuem as doenças e o futuro fica mais promissor. Vamos valorizar essa parceria, porque crescer com saúde é mais legal!
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação; Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola: guia de implementação. Brasília, 2021.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Relatório de execução do PSE 2022. Brasília, 2022.
- BRASIL. Lei n. 13.257, de 8 de março de 2016. Marco Legal da Primeira Infância. Diário Oficial da União: seção 1, p. 1, 2016.
- COSTA, E.; HENRIQUE, M.; DIAS, R. Oficinas culinárias escolares como estratégia de educação nutricional. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 56, p. 1-9, 2022.
- CURITIBA. Secretaria Municipal de Educação. Relatório de hortas escolares. Curitiba, 2022.
- GARCIA, L.; SOUZA, T. Impacto de vídeos educativos na adesão familiar a práticas saudáveis. Cadernos de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 31, n. 4, p. 412-420, 2023.
- IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: acesso à internet e à televisão 2022. Rio de Janeiro, 2022.
- NOGUEIRA, R.; PRATES, L. Clínicas móveis e promoção de saúde em áreas remotas. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rio de Janeiro, v. 16, n. 43, p. 1-10, 2021.
- PREFEITURA MUNICIPAL DE SOBRAL. Relatório de avaliação do programa “Saúde nas Escolas” 2018-2023. Sobral, 2023.
- SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Projeto Piloto e-SUS Escola: resultados preliminares. São Paulo, 2023.
- UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION. Health Education in Schools: policy brief. Paris, 2020.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Making Every School a Health-Promoting School: global standards and indicators. Geneva, 2021.