Educar também é cuidar: escolas assumem papel vital na saúde infantil

Descubra como a escola pode ser aliada na prevenção e no cuidado infantil, integrando professores, famílias e equipes de saúde em torno do bem-estar das crianças.

Você sabia que mais de 13% das crianças brasileiras já têm alguma doença crônica? A boa notícia é que o professor pode ser a primeira pessoa a notar os sinais. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como a união entre escola e saúde faz toda a diferença para nossos pequenos.

Por que falar de saúde na escola?

Doenças como asma, obesidade e diabetes podem aparecer cedo. Quando o problema é visto logo, o tratamento é mais simples e barato. Estudos apontam economia de até R$ 1,3 bilhão em internações evitáveis para o SUS até 2030.

3 tendências que já mudam a formação dos professores

1. Aulas de saúde no curso de licenciatura

Universidades incluíram módulos obrigatórios sobre saúde coletiva. Depois de 20 horas de prática, professores de Minas Gerais reconheceram 42% mais casos de obesidade infantil.

2. Microaulas no celular

Vídeos curtos e check-lists chegam direto no telefone do docente. Cabe no intervalo entre uma turma e outra.

3. Realidade aumentada

Óculos e apps mostram, em 3D, como fica uma criança com falta de ar leve. Já são 15 redes municipais usando a ferramenta.

Resultados que todo mundo sente

• Para cada hora de treinamento, economizam-se US$ 18 em tratamentos.
• Crianças com asma controlada faltam até 9 p.p. menos às aulas.
• Alunos com diabetes diagnosticado cedo reprovam 15% menos.

Políticas públicas que fazem diferença

O Programa Saúde na Escola (PSE) agora paga mais aos municípios que encaminham pelo menos 70% dos casos suspeitos. Essa “grana extra” incentiva a prática e não fica só no papel.

Grandes desafios pela frente

Financiamento constante, troca de dados segura e participação das famílias são pontos-chave. Plataformas que ligam prontuários de saúde e registros da escola já reduziram em 35% o tempo entre alerta e consulta.

Como os pais podem ajudar?

  1. Mantenha o cadastro da criança atualizado na escola.
  2. Assine o consentimento informado para triagens de saúde.
  3. Converse com o professor sobre qualquer sinal fora do comum.

Perguntas que ouvimos muito

• Triagem na escola invade a privacidade da família? – Não. Tudo é feito com autorização dos responsáveis e segue regras de sigilo.
• O professor vira médico? – Não. Ele apenas observa e encaminha a criança para a Unidade Básica de Saúde quando nota algo diferente.

Conclusão

Quando a escola e a saúde caminham juntas, nossos filhos ganham mais chances de crescer fortes e felizes. Professores bem treinados enxergam sinais que, muitas vezes, passam despercebidos. E lembrar: aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância de doenças crônicas na infância: relatório nacional 2022. Brasília: MS, 2023.
  2. SILVA, M. F.; ARAÚJO, L. C. Capacitação docente e detecção precoce de DCNTs em escolas públicas de Minas Gerais. Revista Brasileira de Educação, v. 28, n. 92, p. 1-20, 2023.
  3. INSTITUTO EDUCAR PARA PREVENIR. Relatório de avaliação da plataforma “Saúde em 5 minutos”. São Paulo: IEP, 2022.
  4. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Formação de profissionais da educação para atenção primária. Washington, DC: OPAS, 2021.
  5. WORLD HEALTH ORGANIZATION. School-based screening for noncommunicable diseases: cost-effectiveness review. Geneva: WHO, 2022.
  6. BRASIL. Ministério da Educação. Plataforma Conecta SUS-Escola: resultados preliminares. Brasília: MEC, 2023.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.112, de 15 de setembro de 2023. Diário Oficial da União, Brasília, 18 set. 2023.
  8. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Projeções de custo-benefício da detecção precoce de DCNTs em idade escolar. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2023.