De corpo, mente e cuidado: o novo olhar sobre a inclusão nas escolas
Saiba como o cuidado integral — físico, emocional e pedagógico — garante que todas as crianças aprendam com segurança, acolhimento e autonomia.

Toda criança merece aprender e brincar. Mas quem tem uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT), como asma ou diabetes, às vezes falta muito às aulas. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos caminhos simples para que escola, família e aluno caminhem juntos. Vamos ver como pequenas mudanças podem reduzir faltas, melhorar notas e deixar o dia escolar mais leve?
Por que adaptar o ensino
Estudo recente mostrou que usar aulas presenciais e online reduz em 30% as faltas de alunos com DCNTs. Quando a escola se adapta, a criança segue o tratamento médico sem perder conteúdo.
Aprendizagem flexível: ensino híbrido
- Aulas podem ser vistas na sala e em casa.
- Vídeos curtos, áudios e textos simples ajudam quem precisa de repouso.
- 78% dos alunos com DCNTs tiveram notas melhores quando puderam estudar no próprio ritmo.
Dica rápida para professores
Envie tarefas pela internet no dia da consulta médica. Assim, o aluno não fica para trás.
Avaliação adaptativa: medir sem pressionar

Esquecer a prova única e usar vários jeitos de avaliar aumenta em 40% a aprovação de crianças com DCNTs. Experimente:
- Portfólio digital com fotos dos trabalhos.
- Projetos curtos sobre temas que o aluno gosta.
- Autoavaliação: a criança escreve como se sente aprendendo.
Educação física adaptada: corpo em movimento com segurança
Mexer o corpo é possível e faz bem! Atividades ajustadas melhoram em até 45% a interação social destes alunos. Combine com o médico:
- Alongamentos leves.
- Jogos sem contato físico intenso.
- Pausas para água e medicação.
Perguntas comuns
Meu filho pode fazer prova em outra data?
Sim. A lei permite adaptação quando há atestado médico.
Aulas on-line valem nota?
Valem, desde que o professor registre presença e atividade.
Exercício faz mal para doença crônica?
Com orientação médica, o movimento certo faz bem ao corpo e à mente.
Equívocos que precisamos evitar
- “Adaptar é facilitar demais”: na verdade, o conteúdo continua o mesmo. O que muda é o caminho.
- “Criança doente deve ficar longe das aulas de educação física”: ao contrário, atividade adaptada ajuda na saúde geral.
Conclusão

Com pequenos ajustes em aulas, provas e exercícios, todos ganham: escola, família e, principalmente, a criança. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, M. T.; SANTOS, R. P. Modelos híbridos de ensino na educação inclusiva. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 27, n. 2, p. 299-314, 2021.
- OLIVEIRA, J. C. et al. Flexibilização curricular: perspectivas e desafios. Educação e Pesquisa, v. 46, e225672, 2020.
- FERREIRA, L. G.; COSTA, A. B. Aprendizagem assíncrona na educação especial. Revista Educação Inclusiva, v. 14, n. 1, p. 78-92, 2021.
- SANTOS, M. M. et al. Avaliação adaptativa no contexto das DCNTs. Cadernos de Pesquisa em Educação, v. 52, p. 115-130, 2022.
- CARVALHO, R. M.; LIMA, P. T. Métodos avaliativos flexíveis e desempenho escolar. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 102, n. 260, p. 148-166, 2021.
- MENDES, E. G. et al. Educação física adaptada: impactos na inclusão escolar. Revista Brasileira de Educação Física Escolar, v. 8, n. 1, p. 45-62, 2022.