Entre o giz e o cuidado: o desafio da formação docente para lidar com DCNTs

Saiba como capacitar educadores para reconhecer sinais, agir com segurança e apoiar alunos com doenças crônicas na rotina escolar.

Você é professor, mãe ou pai e já pensou: “E se uma criança com asma tiver uma crise na aula?”. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que ninguém deve passar por esse susto sem preparo. Vamos mostrar, de forma bem simples, o que a ciência diz sobre a formação de educadores para lidar com as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) na escola.

Por que falar de DCNTs na sala de aula

As DCNTs, como asma e diabetes, estão presentes em muitas crianças. Se algo acontece na escola, o professor é o “primeiro socorro”. Ter informação salva vidas e evita pânico.

O que dizem os números

  • Só 23% dos cursos de pedagogia no Brasil têm aula sobre DCNTs.
  • 78% dos professores se sentem inseguros para agir em emergências.

É como montar um quebra-cabeça sem ter todas as peças: falta algo importante.

Como é a formação dos professores hoje

A maioria aprende muito sobre didática, mas pouco sobre saúde. Pesquisadores defendem que o conteúdo sobre DCNTs deve ser prático, com simulações reais. Assim, o conhecimento “gruda” melhor na memória.

Capacitação continuada: três passos simples

Estudos mostram que cursos de reciclagem funcionam quando têm três pilares básicos:

  1. Conhecimento teórico claro (ex.: o que é a asma?).
  2. Treino prático, como um minissimulado de emergência.
  3. Acompanhamento contínuo, com dúvidas respondidas ao longo do ano.

Países como a Finlândia provam que isso dá certo: lá, 92% dos professores fazem reciclagem anual e os incidentes graves caíram 65%.

Ideias novas que já funcionam

Plataformas de ensino híbrido (presencial + on-line) são como um “combo completo”. Dados mostram que esse modelo aumenta em 40% a retenção do conteúdo.

Integração saúde + educação

Quando profissionais de saúde e professores trabalham juntos, todos ganham. É como juntar duas metades de um coração: o cuidado fica inteiro.

Perguntas que você pode ter

“Preciso ser especialista em saúde para ajudar?”
Não. Com orientações simples e treino regular, qualquer educador pode agir com segurança.

“E se eu errar?”
O erro diminui muito quando há prática em simulações. Treine, pergunte e atualize-se.

“Onde encontro material confiável?”
No site do Ministério da Saúde (saude.gov.br) e aqui no Clube da Saúde Infantil.

Equívocos comuns

  • “Só o pessoal da enfermagem deve cuidar disso.” → Falso. O professor é peça-chave até o socorro chegar.
  • “Aprender sobre DCNTs é complicado.” → Não. Conteúdo simples, repetido e praticado vira hábito.

Conclusão

Quanto mais preparado o professor, mais segura fica a criança na escola. Com formação inicial melhor, cursos de reciclagem e união entre saúde e educação, todos saem ganhando. Lembre: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. SILVA, M. T.; SANTOS, R. P. Análise curricular dos cursos de pedagogia no Brasil. Revista Brasileira de Educação, v. 26, n. 1, p. 45-62, 2021.
  2. OLIVEIRA, J. S. et al. Preparo docente para atendimento de alunos com DCNTs. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 3, e00089521, 2022.
  3. COSTA, A. B. et al. Formação continuada em saúde escolar. Revista Educação Especial, v. 34, p. 1-18, 2021.
  4. FERREIRA, L. M. et al. Capacitação de professores para manejo de DCNTs. Interface, v. 26, e210405, 2022.
  5. ANDERSON, K. et al. Teacher training for chronic disease management: international perspectives. Education & Health, v. 34, n. 2, p. 78-89, 2021.
  6. SANTOS, M. R. et al. Tecnologias educacionais na formação docente. Revista Brasileira de Tecnologia Educacional, v. 50, n. 2, p. 112-128, 2022.
  7. PEREIRA, A. S. et al. Integração saúde-educação na formação docente. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 8, p. 3255-3264, 2021.