Entre casa e sala de aula: o elo que protege crianças com doenças crônicas
Saiba como o diálogo constante entre pais e professores melhora o cuidado, reduz faltas e fortalece a inclusão de crianças com doenças crônicas.

Quando família e escola conversam de forma clara, a criança com doença crônica sente-se protegida e livre para aprender. Neste post do Clube da Saúde Infantil, mostramos como essa parceria pode tornar o dia a dia mais seguro, acolhedor e cheio de oportunidades. Vamos juntos?
Por que a conversa família-escola é tão importante
Pesquisas mostram que a união entre pais, cuidadores e professores é o fator externo que mais ajuda no sucesso escolar da criança com doença crônica não transmissível.
- Compartilhar o diagnóstico e a rotina de remédios evita faltas e emergências.
- Canais rápidos, como mensagens de celular, reduzem em 28% o tempo de resposta a crises.
O que é o Plano de Atendimento Individualizado (PAI)
Pense no PAI como um “manual de instruções” simples que traduz recomendações médicas em ações para a escola.
Passos básicos:
- Reunião inicial com família, escola e profissionais de saúde.
- Registro por escrito da rotina de remédios, sinais de alerta e contatos de emergência.
- Revisão periódica para atualizar qualquer mudança.
Ferramentas fáceis para o dia a dia

- Aplicativos que medem glicose ou respiração e enviam alertas em tempo real.
- Cartões de crise plastificados com passo a passo de socorro.
- Grupos de apoio presenciais ou online para troca de experiências.
Proteção sem exagero: dando autonomia à criança
É comum os pais superestimarem riscos e proibirem brincadeiras. A solução é:
- Ensinar a criança a usar o inalador ou glicosímetro.
- Mostrar aos colegas que dispositivos como bomba de insulina são parte da rotina, não motivo de exclusão.
Resultado: mais autoestima e independência para o futuro.
Seus direitos na ponta do lápis
A Lei Brasileira de Inclusão garante matrícula prioritária e adaptações razoáveis. Para doenças crônicas, a família pode:
- Usar guias da Defensoria Pública para pedir ajustes.
- Registrar tudo por escrito, guardando cópias do PAI e dos pedidos feitos à escola.
Como saber se está funcionando
Escola e família devem acompanhar juntos:
- Frequência e desempenho em provas.
- Número de crises médicas na escola.
- Participação em esportes e passeios.
Escolas que avaliam esses itens com os pais reduzem a evasão em 32%.
Dicas finais para uma parceria de sucesso
- Mantenha um grupo de mensagem ativo com a equipe escolar.
- Participe de oficinas de primeiros socorros e tecnologia assistiva.
- Estimule projetos de “padrinhos de saúde”, colegas treinados para ajudar em emergências.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação, carinho e trabalho em equipe transformam a inclusão em realidade diária!
Conclusão

Quando escola e família se unem, a criança com doença crônica aprende, brinca e cresce com segurança. Com diálogo, um PAI bem feito e ferramentas simples, a inclusão deixa de ser promessa e vira prática. Lembre-se: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- ANDRADE, L.; GARCIA, M. Participação familiar e desempenho escolar. Revista Brasileira de Educação, v. 25, n. 81, 2020.
- BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Brasília, 2020.
- DIAS, C.; LIMA, A. Grupos de apoio como estratégia de inclusão. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 2, 2020.
- INSTITUTO RODRIGO MENDES. Guia de Acessibilidade na Educação 2022. São Paulo, 2022.
- MARTINS, R.; OLIVEIRA, F. Planos Educacionais Individualizados e a Família. Educação & Sociedade, v. 41, e0203124, 2020.
- OMS. World Report on Disability. Geneva: World Health Organization, 2011.
- SANTOS, J.; CARVALHO, P. Apoio psicossocial a crianças com DCNT. Psicologia em Revista, v. 29, n. 2, p. 153-170, 2021.
- SBP – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de Orientação: Doenças Crônicas na Infância. Rio de Janeiro, 2021.
- UNESCO – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CULTURA. Inclusive Education Report 2019. Paris, 2019.