Estresse escolar: o que o corpo das crianças revela quando a mente está em alerta

Descubra como emoções intensas interferem nas defesas do corpo, aprenda a reconhecer sinais de alerta e veja formas de fortalecer a imunidade infantil.

Você já notou que seu filho fica doente mais vezes quando está ansioso com a escola? Não é coincidência! A ansiedade de separação escolar causa mudanças reais no corpo da criança. Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos explicar de forma simples como o estresse afeta a imunidade dos pequenos e o que você pode fazer para ajudar.

O que acontece no corpo quando a criança fica ansiosa

Quando uma criança sente medo ou ansiedade para ir à escola, o corpo reage como se estivesse em perigo. É como um alarme que toca dentro do organismo.

Esse “alarme” fica em uma parte do cérebro que controla o estresse. Quando toca, o corpo produz muito mais cortisol — o principal hormônio do estresse.

O cortisol: o “alarme” do corpo

O cortisol é um sinal de alerta. Em crianças muito ansiosas, esse hormônio pode aumentar até 3 vezes mais que o normal nas primeiras horas longe dos pais.

Imagine que o cortisol normal é como o volume 1 do rádio. Quando a criança fica muito ansiosa, esse volume sobe para 3 — fica bem alto e incomoda. Quando o alarme do estresse fica ligado por muito tempo, pode causar problemas na saúde da criança a longo prazo.

Por que crianças ansiosas ficam doentes mais vezes

O excesso de cortisol no corpo mexe com o sistema imunológico — que são como os “soldadinhos” que protegem a criança de doenças.

Como o estresse prejudica as defesas do corpo

Quando há muito cortisol, as defesas do corpo ficam confusas e fracas. Isso acontece porque:

  • Menos soldadinhos de defesa: o corpo produz menos células que combatem doenças.
  • Soldadinhos cansados: as células de defesa não trabalham direito.
  • Inflamação no corpo: aparecem substâncias que causam inflamação.
  • Proteção mais fraca: o corpo demora mais para se proteger de vírus e bactérias.

É como se o exército de defesa da criança ficasse menor e mais cansado para lutar contra as doenças.

Sinais no corpo da criança

Pesquisas mostram que crianças com ansiedade escolar têm alterações importantes no sangue:

  • Aumento de substâncias que causam inflamação.
  • Mudanças nas células de defesa.
  • Níveis altos de proteínas que indicam estresse no corpo.

Sinais que mostram se seu filho está muito estressado

Os médicos podem fazer exames especiais para ver se o cortisol da criança está muito alto. Mas você também pode observar alguns sinais em casa.

Sinais físicos comuns

  • Fica doente com mais frequência.
  • Demora mais para melhorar de gripes e resfriados.
  • Reclama de dor de barriga ou dor de cabeça.
  • Tem dificuldade para dormir.
  • Perde ou ganha peso rapidamente.

Sinais emocionais

  • Chora muito na hora de ir para escola.
  • Fica muito grudado nos pais.
  • Tem medo exagerado de ficar longe de casa.
  • Fica muito nervoso ou agitado.

Descobrir cedo se a criança tem muito estresse pode ajudar a tratar melhor e evitar problemas maiores na saúde.

A importância do acompanhamento

A ansiedade de separação é comum, mas precisa de atenção. Se você notar que seu filho:

  • Fica doente toda vez que volta às aulas.
  • Tem muito medo de ir à escola.
  • Apresenta sintomas físicos sem causa aparente.

É importante conversar com o pediatra. Existem formas de ajudar a criança a se sentir mais segura e proteger sua saúde.

Conclusão

A ansiedade escolar não é “frescura” — ela causa mudanças reais no corpo da criança. O excesso de cortisol pode deixar o sistema imunológico mais fraco, fazendo com que os pequenos adoeçam mais vezes.

Mas a boa notícia é que, com o apoio certo, é possível ajudar seu filho a se sentir mais seguro e proteger sua saúde. Observar os sinais, conversar com profissionais e ter paciência são passos importantes.

Lembre-se: crescer com saúde é mais legal quando a criança se sente segura e amada. Com carinho e cuidado, vocês vão superar essa fase juntos!


Referências

  1. Miller GE, Chen E, Zhou ES. If it goes up, must it come down? Chronic stress and the hypothalamic-pituitary-adrenocortical axis in humans. Psychol Bull. 2019;133(1):25-45.
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