Dor duplicada: o impacto silencioso do bullying em crianças com doenças crônicas

A pressão social e o isolamento entre colegas podem intensificar sintomas e dificultar o tratamento de crianças com doenças crônicas. Saiba como agir com empatia.

Você sabia que o bullying pode piorar muito a saúde de crianças que já têm uma doença crônica, como asma ou diabetes? Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos mostrar, de forma simples, como essa violência na escola afeta o corpo, a mente e até o bolso da família. Vamos entender juntos e aprender a proteger nossos pequenos!

O que são doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)

As DCNTs são problemas de saúde que duram muito tempo, como asma, diabetes ou doenças autoimunes. Elas exigem cuidados contínuos.

Como o bullying agrava o corpo da criança

Estudos brasileiros mostram que crianças com DCNTs que sofrem bullying são 70% mais internadas do que as que não sofrem.

O motivo? O corpo reage ao estresse como se fosse um alarme ligado o dia todo. Isso aumenta hormônios como o cortisol, que inflama o organismo e descontrola doenças.

  • Diabetes: mais dificuldade para controlar a glicemia.
  • Asma: crises mais fortes e frequentes.
  • Doenças autoimunes: mais dor e fadiga.

Impacto na saúde mental

O bullying não machuca só por fora. Crianças com DCNTs que são vítimas têm três vezes mais risco de desenvolver ansiedade e depressão.

Esse sofrimento mental costuma vir antes da piora física, criando um ciclo difícil de quebrar.

Queda no rendimento escolar

Quando a criança se sente mal, ela perde aulas. O absenteísmo aumenta 65%. O resultado é uma queda média de 40% nas notas.

Peso no bolso da família

Mais crises, mais consultas e internações. Com isso, os gastos com saúde sobem 85% para essas famílias. É como se o orçamento ficasse sempre no vermelho.

Qualidade de vida em risco

Instrumentos de pesquisa mostram que a qualidade de vida cai quase pela metade: 45% menor entre as crianças que sofrem bullying.

O que podemos fazer

1. Falar sobre o assunto

Converse com a criança, com a escola e com o médico. O primeiro passo é dar nome ao problema.

2. Apoio psicológico

A terapia ajuda a lidar com o medo e fortalece a autoestima.

3. Plano na escola

Escolas podem criar grupos de apoio, palestras e regras claras contra bullying.

4. Monitorar a saúde

Seguir o tratamento da doença, fazer consultas regulares e anotar mudanças de sintomas.

5. Redes de proteção

Procure serviços como o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde e ONGs locais para apoio.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples salva vidas. Compartilhe este texto com outras famílias e profissionais de saúde!

Conclusão

Crianças com doenças crônicas sofrem mais quando também enfrentam bullying. Isso piora a saúde física, a mente, as notas e as finanças da família. Juntos, podemos mudar esse cenário com diálogo, apoio e cuidados médicos. Lembre-se: crescer com saúde é mais legal!


Referências

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