Treinamento de equipes escolares evita até 60% dos incidentes com doenças crônicas
Capacitar equipes escolares reduz emergências, melhora o acolhimento e salva vidas de alunos com doenças crônicas. Conheça os resultados na prática.

Cuidar de crianças com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) na escola pode parecer difícil, mas com o treinamento certo tudo fica mais seguro. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples salva vidas. Vamos mostrar um passo a passo fácil para preparar a equipe escolar e proteger nossos pequenos.
Por que a capacitação é tão importante
Apenas 32% dos profissionais da educação se sentem prontos para lidar com emergências de saúde na escola. Quando a equipe é treinada, os incidentes graves caem até 60%. Ou seja: treinamento é sinônimo de segurança.
O que precisa entrar no treinamento
• Conhecer as principais DCNTs (asma, diabetes, epilepsia e outras).
• Identificar sinais de alerta — como falta de ar ou desmaio.
• Seguir protocolos de primeiros socorros.
• Aprender a administrar medicamentos de forma correta e segura.
A capacitação continuada não é apenas uma exigência legal — é essencial para o bem-estar dos alunos.
Como montar o programa de capacitação
Fase 1: Formação inicial
É a base. Nesta etapa, a equipe recebe informações teóricas simples:
• O que são DCNTs.
• Como agir em situações de emergência.
• Documentação necessária e direitos do aluno.
Fase 2: Treinamento prático

Nessa fase, todos praticam em simulações, como em um ensaio de teatro:
• Representar situações de crise (por exemplo, uma crise asmática).
• Manusear equipamentos básicos, como inaladores e glicosímetros.
• Treinar a aplicação de medicamentos.
Estudos mostram que simular dobra a retenção do aprendizado quando comparado apenas à teoria.
Avaliar e manter: educação continuada
• Realizar avaliações de conhecimento a cada três meses.
• Fazer atualização anual obrigatória.
• Coletar feedback das famílias e dos profissionais de saúde.
Com essa educação continuada, a confiança dos educadores pode subir até 75%. É como revisar a matéria antes da prova: garante que ninguém esqueça o que aprendeu.
Perguntas frequentes
O treinamento é caro?
Não. Muitas secretarias de saúde oferecem cursos gratuitos.
Preciso treinar todo ano?
Sim. As DCNTs mudam e surgem novos protocolos. A atualização anual mantém a equipe segura.
E se a escola não tiver enfermeiro?
O treinamento capacita professores e funcionários para agir até a chegada do serviço de emergência.
Equívocos comuns
• “Só o professor de Educação Física precisa saber primeiros socorros.”
Na verdade, toda a equipe deve estar preparada.
• “DCNTs não causam emergências na escola.”
Causam, sim. Por isso, o preparo é fundamental.
Conclusão

Treinar a equipe escolar salva vidas e traz paz para alunos, pais e professores. Com um programa bem planejado, os riscos diminuem, a confiança aumenta e todos podem focar no que realmente importa: aprender e crescer. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Silva, M. B.; Santos, R. C. Preparo de educadores para emergências médicas escolares. Rev Bras Educ Med, v. 45, n. 2, p. 76-84, 2021.
- Oliveira, J. A. et al. Capacitação em saúde escolar: análise sistemática. J Pediatr (Rio J), v. 96, n. 4, p. 432-440, 2020.
- Santos, T. P. et al. Impacto do treinamento em saúde na redução de incidentes escolares. Rev Saude Publica, v. 56, p. 45, 2022.
- Ferreira, L. M. et al. Efetividade de métodos de treinamento em saúde escolar. Cien Saude Colet, v. 26, n. 8, p. 3145-3156, 2021.
- Costa, R. B. et al. Educação continuada e manejo de DCNTs em ambiente escolar. Rev Esc Enferm USP, v. 56, e03802, 2022.