Educação com propósito: escolas que aliam ensino, cuidado e empatia
Descubra como escolas brasileiras estão reinventando o cuidado e tornando o ensino mais inclusivo para crianças com doenças crônicas. Inspiração real.

Você sabia que asma, diabetes e outras doenças crônicas não precisam ser barreira na sala de aula? Quando a escola se prepara, todos aprendem mais. Hoje você vai conhecer três histórias reais de sucesso no Brasil e descobrir passos simples que qualquer escola pode seguir.
Por que falar disso
Muitas crianças brasileiras vivem com doenças crônicas. Se elas faltam muito ou passam mal na aula, perdem conteúdo e confiança. Mas, com pequenos ajustes, a escola pode se tornar um espaço seguro, acolhedor e inclusivo.
Histórias que deram certo
Curitiba (PR) mostra o caminho
• O Programa Escola Saudável começou em 2018.
• 286 alunos com asma, diabetes tipo 1, epilepsia ou cardiopatias participaram do projeto.
• As faltas médicas caíram 32% e as emergências na escola diminuíram 41%.
• Um aplicativo conecta família, professores e o posto de saúde, reduzindo em 25% o tempo de resposta em crises de asma.
Colégio Horizonte (SP): tecnologia no esporte
• Sensores de glicose enviam os níveis de açúcar direto para o celular do professor.
• A participação nas aulas de futsal e atletismo subiu de 54% para 93%, sem nenhum caso de hipoglicemia grave.
• A socialização dos alunos aumentou 15%, mostrando que inclusão também melhora o convívio.
Escola Comunitária Verdejante (BA): ciência que cuida
• Laboratório com ar filtrado e campânulas portáteis para alunos com fibrose cística.
• A capacidade pulmonar dos alunos melhorou 20%.
• As crianças apresentaram projetos na Feira Brasileira de Ciências, mostrando que inclusão também é aprendizado.
O que essas histórias têm em comum

- Plano individual para cada aluno, revisado a cada semestre.
- Treinamento de toda a equipe escolar — inclusive motoristas e funcionários.
- Uso de tecnologia simples, como aplicativos e grupos de mensagens.
- Trabalho conjunto entre escola, posto de saúde e família.
Dá para copiar essas ideias
Sim! Cidades pequenas começaram com kits de emergência (glicose e bombinha) e gastaram apenas 0,8% a mais do orçamento da rede. O segredo é começar pequeno, medir resultados e crescer com base nas evidências.
Perguntas frequentes
Preciso de enfermeiro em tempo integral?
Não. Algumas redes municipais adotam técnicos itinerantes que visitam várias escolas por dia.
E se a escola não tiver internet?
Use fichas em papel com plano de ação e contatos de emergência. O importante é garantir que a informação circule com rapidez.
Quem paga os sensores de glicose?
Muitas escolas firmam parcerias com empresas locais ou ONGs. Vale buscar apoio da comunidade.
Dicas rápidas para sua escola
• Tenha um plano de emergência colado na sala de aula.
• Treine os funcionários a cada seis meses.
• Marque reuniões curtas e regulares com a família para revisar o plano.
• Use aplicativos gratuitos ou grupos de mensagens para avisos rápidos.
Conclusão

Histórias de Curitiba, São Paulo e Bahia provam: incluir alunos com doenças crônicas é possível e faz bem para todos. Basta planejar, treinar a equipe e usar a tecnologia a seu favor. Comece hoje e lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Araujo, R.; Pereira, L. Custos e benefícios da implantação de protocolos de emergência para estudantes com DCNTs em redes municipais. Revista Saúde & Escola, v. 29, n. 1, p. 44-55, 2023.
- Costa, V. S. et al. Adaptando laboratórios escolares para alunos com fibrose cística: relato de experiência na Bahia. Cadernos de Extensão, v. 12, n. 3, p. 88-97, 2021.
- Curitiba. Secretaria Municipal da Educação. Relatório de avaliação do Programa Escola Saudável: 2018-2021.Curitiba, 2022.
- Horizonte. Colégio Horizonte. Relatório de acompanhamento do Projeto Ciclo Ativo: 2020-2023. São Paulo, 2023.
- Melo, C.; Souza, T. Monitoramento contínuo de glicemia em aulas de Educação Física: estudo de caso em escola particular. Revista Brasileira de Educação Física, v. 36, n. 2, p. 201-210, 2022.
- Silva, M.; Ribeiro, P. Comunicação digital no acompanhamento de doenças crônicas pediátricas: revisão de experiências no Sul do Brasil. Revista de Telemedicina, v. 10, n. 1, p. 13-22, 2021.