Alergia não é frescura: entenda os riscos e como proteger seu filho
Entenda os riscos das alergias alimentares e saiba como agir para proteger seu filho em casa e na escola. Informação prática e baseada em ciência.

Cerca de 8 em cada 100 crianças brasileiras têm algum tipo de alergia alimentar. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos de forma simples o que são as restrições alimentares na infância e como cuidar da saúde e da nutrição dos pequenos com segurança.
Tipos mais comuns de restrições alimentares
A alergia ao leite de vaca é a mais frequente: afeta de 2 a 3 em cada 100 crianças. A boa notícia é que 80% delas superam essa alergia até os 5 anos de idade. Outros alimentos que costumam causar reações são:
- Ovo (2 em cada 100 crianças).
- Trigo (1 em cada 100).
- Amendoim.
- Soja.
- Frutos do mar.
Alergia x intolerância: qual a diferença
Alergia e intolerância não são a mesma coisa.
- Alergia alimentar: o corpo reage ao alimento como se fosse um inimigo, ativando o sistema imunológico.
- Intolerância alimentar: o corpo tem dificuldade para digerir o alimento, sem envolver defesa imunológica.
Um exemplo clássico é a intolerância à lactose, quando falta a enzima que quebra o açúcar do leite. Já na alergia ao leite, o problema está nas proteínas do leite, que provocam reações de defesa.
Por que as alergias estão aumentando
Nas últimas duas décadas, o número de crianças com alergias aumentou cerca de 50%. As principais causas apontadas pelos especialistas são:
- Exposição menor a microrganismos no início da vida (“ambiente muito limpo”).
- Mudanças na alimentação infantil.
- Poluição e qualidade do ar.
- Uso precoce de antibióticos.
- Fatores genéticos e histórico familiar.
Como as restrições alimentares afetam o crescimento
Crianças com alergias precisam de atenção nutricional constante. Sem acompanhamento adequado, podem:
- Crescer menos que o esperado.
- Ficar com peso abaixo do ideal.
- Apresentar falta de vitaminas e minerais importantes.
Por isso, o ideal é que o cardápio seja ajustado com ajuda de um pediatra e de um nutricionista. Eles indicam substituições seguras e equilibradas para cada tipo de alergia.
Dicas práticas para pais
- Nunca retire alimentos da dieta sem orientação médica.
- Aprenda a ler rótulos — alergênicos devem estar destacados por lei.
- Informe escola, familiares e cuidadores sobre a alergia da criança.
- Tenha sempre à mão os medicamentos de emergência indicados pelo médico.
- Busque alternativas nutritivas para substituir os alimentos restritos.
Conclusão

Ter uma alergia ou restrição alimentar não impede uma infância saudável. Com acompanhamento médico, atenção aos rótulos e substituições corretas, é possível garantir uma alimentação segura e saborosa. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal — mesmo com algumas limitações.
Referências
- Solé D et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar. 2018.
- Ministério da Saúde (Brasil). Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília; 2019.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar. Rio de Janeiro; 2020.