Entre a injeção e o apelido: o que dói mais?

Descubra por que crianças com doenças crônicas sofrem mais bullying e veja como pequenas atitudes de acolhimento podem mudar a rotina escolar e a autoestima delas.

Você sabia que crianças com doenças crônicas têm três vezes mais chances de sofrer bullying na escola? Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos ajudar você a entender melhor esse problema e proteger seu filho. Vamos conversar sobre esse assunto importante de forma clara e prática.

O que é bullying em crianças com doenças crônicas

É quando uma criança é maltratada ou provocada repetidamente por causa de sua condição de saúde. Isso pode acontecer de várias formas:
• Provocações sobre aparelhos médicos.
• Piadas sobre remédios ou tratamentos.
• Exclusão de brincadeiras e festinhas.
• Comentários maldosos nas redes sociais.

Números que preocupam

No Brasil, 65 em cada 100 crianças com doenças crônicas já sofreram bullying. É um número muito maior do que entre crianças sem problemas de saúde, onde cerca de 35 em cada 100 passam por isso.

Quais crianças sofrem mais

Algumas condições chamam mais atenção dos bullies:
• Epilepsia: 45 a 50% das crianças sofrem bullying.
• Diabetes: 35 a 45% são alvos.
• Problemas de pele graves: 50 a 60% passam por isso.
• Alergias alimentares: 35 a 45% são provocadas.

Como o bullying acontece

Bullying cara a cara

• Apelidos maldosos.
• Imitações de sintomas.
• Perguntas que deixam a criança envergonhada.

Bullying digital

• Mensagens ruins no celular.
• Fotos modificadas para zombar.
• Comentários maldosos nas redes sociais.

Sinais de alerta: seu filho pode estar sofrendo bullying

Fique atento se seu filho:
• Não quer ir à escola.
• Volta triste da aula.
• Reclama de dores de barriga ou cabeça.
• Tem medo de tomar remédios ou usar aparelhos médicos na escola.

Como proteger seu filho

  1. Converse sempre com ele.
  2. Mantenha contato próximo com a escola.
  3. Ensine sobre sua condição de saúde de forma positiva.
  4. Procure ajuda profissional quando necessário.

Conclusão

Lembre-se: seu filho não está sozinho nessa jornada. Com informação e apoio, podemos criar um ambiente mais seguro e acolhedor para todas as crianças. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal, e isso inclui um ambiente livre de bullying.


Referências

  1. Sentenac M, et al. Bullying among children with chronic diseases. Bull World Health Organ. 2019.
  2. Oliveira WA, et al. Bullying escolar e condições crônicas de saúde em adolescentes brasileiros. Rev Bras Epidemiol. 2020.
  3. Kowalski RM, Limber SP. Electronic bullying among middle school students. J Adolesc Health. 2017.