Quando a força vira rotina: resiliência em crianças com doenças crônicas
Descubra como o cuidado diário e o incentivo ajudam crianças com doenças crônicas a construir resiliência e fortalecer a autoestima dentro e fora da escola.

Você conhece uma criança que vive com uma doença crônica? Ela pode precisar de ajuda extra para se sentir forte e confiante. Aqui no Clube da Saúde Infantil, trazemos dicas fáceis, baseadas em estudos científicos, para que pais, mães e cuidadores ensinem resiliência e autoestima no dia a dia.
Por que falar de resiliência
Resiliência é a capacidade de dar a volta por cima depois de desafios. Pesquisas mostram que, quando estimulada, muitas crianças com doença crônica lidam melhor com o tratamento e com as próprias emoções.
O que a ciência mostrou até agora
• Programas especiais aumentam a autoestima de crianças com condições crônicas.
• A ansiedade ligada à doença diminui de forma significativa após intervenções de apoio.
• Crianças que aprendem a se empoderar desenvolvem autoimagem mais positiva e confiante.
Três passos simples para fortalecer a resiliência

1. Pensar de outro jeito
A criança aprende a trocar “isso é impossível” por “isso é difícil, mas posso tentar”. É como mudar as lentes dos óculos para enxergar o mundo de forma mais clara.
2. Imaginar coisas boas
Pedir que ela feche os olhos e pense em um lugar feliz faz o cérebro relaxar, como quando respiramos fundo depois de correr.
3. Falar bem de si
Frases curtas como “eu sou forte” ou “eu cuido bem de mim”, repetidas em voz alta, ajudam o cérebro a acreditar e agir.
A força do apoio entre amigos
Grupos de crianças com condições parecidas funcionam como um time de futebol: todos jogam juntos, aprendem truques e comemoram vitórias. Entre os resultados observados estão:
• Maior aceitação da própria condição.
• Estratégias de enfrentamento mais eficazes.
• Habilidades sociais mais fortes.
Para encontrar grupos, procure o hospital local ou páginas oficiais de saúde e apoio comunitário.
Transformando desafio em força
Celebrar cada pequena conquista — tomar o remédio na hora, ir à consulta — faz a criança perceber seu próprio poder. Atividades que incentivam a liderança, como ajudar colegas, aumentam o sentimento de “eu consigo”.
Dúvidas comuns
“A criança não vai ficar mimada?”
Reforçar a coragem, e não o medo, faz a criança agir com mais responsabilidade.
“Preciso de um psicólogo?”
Ajuda profissional é ótima, mas esses passos já trazem benefícios no dia a dia.
“E se a criança se recusar?”
Comece devagar, em momentos curtos e divertidos, como um jogo.
Equívocos que precisamos evitar
• Equívoco: “A doença define a criança.”
Correção: A criança é muito mais que a condição. Ela tem sonhos e talentos únicos.
• Equívoco: “Só adultos entendem emoções.”
Correção: Mesmo pequenos, eles sentem e aprendem a lidar com sentimentos quando ensinamos.
Conclusão

Quando famílias e profissionais se unem, desafios viram oportunidades. Com pequenas ações diárias, a criança aprende que é capaz, corajosa e importante. Aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que, juntos, podemos mostrar que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Silva MR, Santos JP. Resilience development in chronic conditions: a systematic review. Journal of Pediatric Psychology. 2021;46(2):178-190.
- Oliveira AC, Costa RB. Programas de suporte entre pares na pediatria: análise de resultados. Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(4):e20190523.
- Martinez LF, Pereira AS. Empoderamento e identidade positiva em crianças com doenças crônicas. Psicologia e Saúde. 2022;14(1):45-58.