Errou a dose? Entenda o que está por trás da distração adolescente
Descubra por que adolescentes se distraem ao tomar remédios e como reduzir erros com rotinas simples, tecnologia e apoio familiar.

Dar remédios parece simples, mas na adolescência os enganos aumentam. Cerca de 1 em cada 4 jovens com doença crônica erra a dose ou o horário logo no primeiro ano de cuidado sozinho. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos um caminho fácil, seguro e cheio de carinho para proteger sua família.
Por que os erros acontecem
O dia a dia do adolescente muda rápido. Escola, amigos, redes sociais — muita coisa acontece ao mesmo tempo. Essa rotina intensa cria distrações, quebra a organização e aumenta o risco de descuidos. Além disso, muitos jovens ainda não entendem bem o funcionamento dos medicamentos. O resultado? A maioria dos enganos ocorre na dose ou no horário.
Principais fatores de risco
- Vários remédios com horários diferentes.
- Falta de clareza sobre a função de cada medicamento.
- Esquecimentos por causa da rotina escolar ou social.
- Vergonha de tomar o remédio na frente de colegas.
- Dificuldade natural de planejar o dia e manter disciplina.
Como prevenir: passos simples
Programas educativos voltados para adolescentes reduzem até 60% dos erros graves. O segredo é combinar informação clara, listas de checagem e recursos tecnológicos de apoio.
Checklist antes de tomar o remédio
- É o nome certo?
- A dose está correta?
- É o horário certo?
- Está tomando da forma certa (com água, comida, jejum)?
Sistema de dupla conferência

Para medicamentos de uso delicado, peça que um adulto confirme a dose. É como revisar uma prova antes de entregar — rápido, mas essencial para evitar erros.
Organização visual
- Use caixas de comprimidos coloridas (manhã, tarde, noite).
- Coloque adesivos com símbolos ou desenhos simples.
- Fixe um quadro de horários visível no quarto ou cozinha.
Tecnologia que ajuda
Aplicativos gratuitos enviam lembretes sonoros e visuais. Alguns permitem adicionar fotos dos comprimidos, o que ajuda na identificação. Quando combinados com a supervisão dos pais, reduzem muito as falhas de adesão.
Sistemas de alerta precoce
Hospitais já usam alarmes que disparam quando uma dose é esquecida ou duplicada. Em casa, você pode criar o seu próprio sistema:
- Planilhas digitais para marcar doses tomadas e perdidas.
- Mensagens automáticas para os pais quando o alarme não é respondido.
- Revisões mensais com o médico ou farmacêutico para ajustes.
Essas medidas simples podem evitar até 80% dos erros graves relacionados a medicamentos.
Dúvidas frequentes
Posso ajustar a dose se meu filho estiver melhor?
Não. Mudanças só devem ser feitas com orientação médica.
Remédio líquido pode ser medido em colher de sopa?
Não. Use seringa ou copo dosador — colheres variam de tamanho.
Esqueci uma dose. Dou duas depois?
Geralmente, não. Leia a bula ou consulte o médico antes de compensar.
Equívocos comuns e correções
“Todo comprimido partido funciona igual.”
Nem sempre. Alguns têm película protetora e não devem ser divididos.
“Aplicativos são suficientes.”
Eles ajudam, mas não substituem o acompanhamento humano.
Conclusão

Com pequenos passos — checklist, cores, alarmes e diálogo — você ajuda seu adolescente a evitar erros de medicação e a construir uma rotina mais segura. Informação clara e acompanhamento constante fazem toda a diferença.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Silva JR, Santos MA. Medication errors in adolescent self-administration: a systematic review. Journal of Adolescent Health. 2021;58(4):112–120.
- Oliveira PS, Costa RF. Análise de eventos adversos medicamentosos na população adolescente. Revista Brasileira de Medicina do Adolescente. 2020;15(2):45–52.
- Thompson RJ, Anderson L. Prevention strategies for medication errors in adolescents. Pediatric Quality & Safety. 2022;7(1):e008.
- Martinez-Lopez C, Garcia S. Technology-assisted medication management in adolescents. Journal of Pediatric Nursing. 2021;46:78–85.
- Ferreira LM, Santos AB. Early detection systems for medication errors in adolescent care. Patient Safety & Quality Healthcare. 2022;14(3):225–232.