O mapa invisível das doenças que o SUS ainda não vê
Entenda por que o rastreamento infantil ainda é falho no SUS e o que programas como o Saúde na Escola fazem para revelar esse mapa invisível das doenças.

Você já tentou marcar uma consulta de rotina para seu filho e esperou meses? Esse atraso pode dificultar o rastreamento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. Hoje vamos mostrar os principais desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) e iniciativas que estão fazendo a diferença.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples e correta ajuda toda família a cuidar melhor das crianças.
Por que rastrear doenças crônicas na infância
As doenças crônicas podem começar cedo, mesmo quando a criança parece saudável. Descobrir sinais de risco logo no início facilita o tratamento e evita problemas maiores no futuro. É como consertar um vazamento pequeno antes que a casa alague.
Grande problema: poucos pediatras em muitos lugares

Cidades grandes x áreas remotas
- Na região Sudeste há um pediatra para cada 2.500 crianças.
- No Norte e Nordeste, esse número passa de um para 8.000.
O resultado são filas longas. Em algumas cidades, a espera por consulta de rotina passa de 90 dias. Imagine precisar trocar o pneu furado e só conseguir vaga na oficina daqui a três meses!
Outros obstáculos dentro das unidades de saúde
Falta de equipamentos e prontuário eletrônico
Muitas unidades básicas de saúde ainda não têm aparelhos adequados ou sistemas digitais para guardar o histórico da criança. Sem esses dados, fica difícil acompanhar peso, pressão ou glicose ao longo do tempo.
Luz no fim do túnel: boas iniciativas
Programa Saúde na Escola (PSE)
O Programa Saúde na Escola já alcançou mais de 20 milhões de estudantes, levando exames simples para dentro das escolas. É como levar o posto de saúde até onde as crianças estão.
Telemedicina e capacitação da equipe de saúde da família
Em áreas isoladas, médicos fazem videochamadas para tirar dúvidas e orientar diagnósticos. Agentes comunitários também recebem cursos rápidos para reconhecer sinais de alerta, ampliando o olhar sobre cada criança.
O que pais e comunidade podem fazer
- Marque as consultas de rotina assim que possível.
- Pergunte na escola se ela participa do Programa Saúde na Escola.
- Participe do conselho local de saúde: sua voz ajuda a cobrar mais pediatras e melhores equipamentos.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos caminhos práticos porque crescer com saúde é mais legal!
Conclusão

O rastreamento precoce de doenças crônicas em crianças enfrenta falta de pediatras, equipamentos e sistemas de informação. Mesmo assim, iniciativas como o Programa Saúde na Escola e a telemedicina provam que é possível melhorar. Com informação clara, participação dos pais e ações governamentais, podemos reduzir filas e proteger nossas crianças.
Lembre-se: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Brasília, 2022.
- Conselho Federal de Medicina. Demografia médica no Brasil. São Paulo, 2021.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Censo da pediatria brasileira. Rio de Janeiro, 2022.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde. Rio de Janeiro, 2021.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Relatório sobre acesso à saúde nas Américas. Washington, 2022.
- Brasil. Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola: resultados e perspectivas. Brasília, 2023.
- Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Desafios no rastreamento de DCNTs. v. 22, n. 1, p. 45-52, 2022.
- Cadernos de Saúde Pública. Telemedicina na atenção primária. v. 39, n. 2, p. 123-135, 2023.