A infância em espera: por que o check-up ainda não chega para todos

Entenda por que o check-up infantil ainda não chega a todas as crianças e como o SUS, as escolas e os programas sociais podem mudar esse cenário.

Levar a criança ao pediatra mesmo sem sintomas é a melhor forma de prevenir doenças. Mas muitas famílias ainda esbarram em desafios. Neste post, o Clube da Saúde Infantil explica, de forma simples, quais são as principais barreiras para o check-up infantil no Brasil — e como todos podemos ajudar a mudar esse cenário.

Por que o check-up infantil é importante

O check-up infantil é como uma revisão de carro: evita problemas maiores e garante que tudo está funcionando bem.

Consultas regulares ajudam a:

  • Acompanhar o crescimento.
  • Atualizar vacinas.
  • Detectar doenças cedo.

Quais barreiras as famílias enfrentam

1. Desigualdades socioeconômicas e geográficas

Cerca de 30% das famílias relatam dificuldade para manter as consultas em dia. Quem mora longe dos grandes centros sofre ainda mais: em áreas rurais, o trajeto até um pediatra pode ultrapassar 100 km.

Além disso, apenas 22% dos municípios brasileiros contam com número suficiente de pediatras para atender a população infantil.

2. Impacto da pandemia e barreiras culturais

A pandemia de COVID-19 reduziu em até 60% o número de consultas de rotina. Muitos pais ainda acreditam que só é preciso procurar o médico quando a criança apresenta sintomas. Resultado: 40% dos responsáveis não veem necessidade de marcar check-up se o filho parece bem.

Essa percepção adia diagnósticos e dificulta a prevenção.

3. Desafios sistêmicos e estruturais

Postos de saúde lotados e agendas cheias dificultam o cuidado preventivo. Em algumas regiões, a espera por uma consulta pode chegar a 45 dias.

Quanto maior a fila, menor a adesão das famílias às consultas regulares.

Como podemos vencer esses obstáculos

  • Informação clara: compartilhar textos e posts educativos ajuda outros pais a entender a importância do check-up.
  • Planejamento: marcar a próxima consulta logo após a última evita esquecimentos.
  • Apoio comunitário: caronas solidárias e grupos de bairro ajudam famílias que moram longe.
  • Uso dos recursos do SUS: procure a unidade de saúde mais próxima e informe-se sobre horários estendidos e campanhas de prevenção.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que dividir conhecimento é um ato de cuidado. Confira também nosso guia de vacinação infantil e siga acompanhando nossas dicas.

Conclusão

Superar as barreiras de acesso ao check-up infantil é um desafio coletivo. Com informação, planejamento e apoio, cada família dá um passo para garantir que seus pequenos cresçam fortes.

Reforçamos: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Brasília, 2020.
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Saúde. Rio de Janeiro, 2019.
  3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Censo da Pediatria Brasileira. São Paulo, 2021.
  4. Fundação Oswaldo Cruz. Impacto da COVID-19 na Atenção Primária. Rio de Janeiro, 2021.
  5. Organização Pan-Americana da Saúde. Relatório sobre Saúde Infantil nas Américas. Washington, 2022.
  6. Universidade de São Paulo. Estudo sobre percepções parentais em saúde preventiva. São Paulo, 2020.
  7. Conselho Federal de Medicina. Demografia Médica no Brasil. Brasília, 2021.