Do mingau ao microchip: a história da nutrição infantil brasileira
Descubra como a nutrição infantil evoluiu no Brasil — do combate à fome à era digital — e o que essa trajetória revela sobre saúde, cultura e desigualdade.

Você sabia que até pouco tempo atrás não sabíamos direito como alimentar nossas crianças? Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos contar uma história fascinante: como descobrimos a melhor forma de alimentar os pequenos para que cresçam fortes e saudáveis.
Como tudo começou: as primeiras descobertas
Por muito tempo, as pessoas achavam que crianças eram apenas “adultos pequenos” e podiam comer as mesmas coisas que os grandes. Mas em 1838, algo importante aconteceu: cientistas descobriram que o leite materno tinha ingredientes especiais — proteínas, gorduras e açúcares — fundamentais para os bebês crescerem bem.
As vitaminas entram em cena
Em 1912, veio outra descoberta importante: as vitaminas. Os cientistas perceberam que a falta delas podia causar doenças nas crianças. É como se o corpo fosse um carro: sem gasolina (as vitaminas), ele não funciona direito.
A nutrição infantil chega ao Brasil
No Brasil, a história da nutrição infantil começou a mudar em 1939, quando foi criado o primeiro curso para formar nutricionistas em São Paulo. Naquela época, muitas crianças brasileiras não tinham comida suficiente, e era preciso fazer algo para ajudá-las.
O super-herói da alimentação: o nutricionista
Hoje, o nutricionista infantil é como um arquiteto da saúde: ele ajuda a construir um futuro saudável para as crianças. Em 1967, a profissão foi oficialmente reconhecida no Brasil e, desde então, esses profissionais têm ajudado milhões de crianças a crescerem fortes e saudáveis.
Nutrição infantil hoje: muito além da comida
O trabalho do nutricionista infantil mudou muito com o tempo. Antes, a maior preocupação era que as crianças não passassem fome. Hoje, também precisamos cuidar para que elas não comam demais ou comam errado. É como um equilibrista: nem pouco, nem muito — o importante é encontrar o meio termo certo para cada criança.
Conclusão

A história da nutrição infantil mostra como evoluímos no cuidado com nossas crianças. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada descoberta dessa história nos ajuda a criar um futuro melhor para os pequenos. Afinal, crescer com saúde é mais legal!
Referências
- APPLE, R. D. Mothers and medicine: a social history of infant feeding, 1890–1950. Madison: University of Wisconsin Press, 1987.
- VASCONCELOS, F. A. G. O nutricionista no Brasil: uma análise histórica. Revista de Nutrição, Campinas, v. 15, n. 2, p. 127–138, 2002.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de orientação para a alimentação do lactente. Rio de Janeiro: SBP, 2020.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília: MS, 2012.