Nutricionista na escola: o elo entre aprendizado, sabor e saúde

Saiba como o nutricionista melhora a qualidade da merenda, incentiva hábitos saudáveis e torna a alimentação escolar um espaço de aprendizado diário.

Você sabia que, para mais de 40 milhões de crianças brasileiras, a merenda é a refeição mais importante do dia? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como uma comida simples, colorida e no tempo certo pode melhorar o aprendizado e prevenir doenças. Vamos explicar, em linguagem fácil, por que o nutricionista é peça-chave nessa missão.

Por que a merenda escolar é tão importante?

  • Para muitas crianças, ela garante energia para estudar e brincar.
  • Cardápios balanceados podem aumentar as notas em até 20%.
  • Menos doenças significam menos faltas na escola.
  • Cada real investido gera até nove reais de retorno em saúde e aprendizado.

O que é uma alimentação adequada e saudável?

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) segue o Guia Alimentar do Ministério da Saúde. Isso significa:

  • Mais alimentos frescos, como arroz, feijão, frutas e verduras.
  • Compra de pelo menos 30% dos produtos da agricultura familiar.
  • Nada de ultraprocessados cheios de açúcar, gordura ou corantes.

Nutricionista: o arquiteto do prato

Diagnóstico da turma

O profissional avalia idade, costumes e alergias. Assim, ele calcula a energia certa para cada faixa etária.

Compra inteligente

Com ferramentas online, o nutricionista encontra produtores locais e paga até 18% menos que no mercado comum.

Cozinha segura e saborosa

Ele treina as merendeiras em higiene e preparo. O resultado são menos contaminações e menos faltas por doenças intestinais.

Educação alimentar divertida

  • Oficinas de culinária e hortas na escola.
  • Depois de três meses, a aceitação de verduras sobe de 37% para 68%.
  • Frase que usamos: “Plantar é o primeiro passo para querer provar!”.

Monitoramento e ajustes

Se o feijão vai para o lixo, muda-se o tempero ou a forma de servir, sem perder proteína. O objetivo é reduzir o desperdício em 50% até 2030.

Benefícios para todos

  • Alunos: mais foco e notas mais altas.
  • Famílias: menos gastos com saúde.
  • Agricultores locais: renda garantida.
  • Meio ambiente: menos lixo e transporte mais curto.

Mitos comuns

Mito 1: “Merenda saudável é cara.”
Realidade: comprar direto do produtor local sai mais barato.

Mito 2: “Criança não gosta de verdura.”
Realidade: quando participa do preparo, a aceitação quase dobra.

Mito 3: “Só precisa alimentar, não educar.”
Realidade: educação alimentar forma hábitos para a vida toda.

Perguntas rápidas de pais e professores

Quanto tempo a criança deve ter para comer?
Pelo menos 20 minutos sentada, sem pressa.

Quem fiscaliza os cardápios?
O nutricionista responsável e o Conselho de Alimentação Escolar.

Posso enviar lanche de casa?
Sim, mas dê preferência a frutas, sanduíches simples e água.

Como sua escola pode melhorar hoje?

  1. Garanta a presença de um nutricionista habilitado.
  2. Monte uma horta ou promova um “dia de cozinha” com os alunos.
  3. Afaste refrigerantes e salgadinhos da cantina.
  4. Reserve um ambiente calmo e limpo para as refeições.
  5. Avalie o desperdício semanalmente e ajuste o cardápio.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que pequenas mudanças no prato de hoje constroem grandes sonhos amanhã.

Conclusão

A merenda escolar equilibrada é muito mais que comida. Ela rende melhores notas, menos doenças e alegria na hora do recreio. O nutricionista garante que cada bandeja tenha cor, sabor e saúde. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Programa Nacional de Alimentação Escolar: relatório de execução 2022. Brasília: FNDE, 2023.
  2. FOLEY, D.; DEFEYTER, M. A.; CAMBURN, L. School feeding and educational outcomes: systematic review.Public Health Nutrition, v. 25, n. 4, p. 1012–1025, 2022.
  3. WORLD BANK. The investment case for school feeding programs. Washington, DC: World Bank, 2021.
  4. BRASIL. Ministério da Educação. Programa Nacional de Alimentação Escolar: manual de execução. Brasília: MEC, 2021.
  5. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020. Diário Oficial da União, 2020.
  6. ABREU, E. S.; OLIVEIRA, M. C.; PEREIRA, L. R. Environmental factors in school cafeterias and student attention: a cross-sectional study. Revista de Nutrição, v. 33, e200013, 2020.