Quando o ar pesa: por que algumas crianças sofrem mais com o tempo seco
Bebês prematuros, crianças com doenças respiratórias e famílias em vulnerabilidade sentem primeiro os efeitos do ar seco. Veja como agir com segurança.

O tempo seco não afeta todas as crianças da mesma forma. Alguns pequenos correm mais risco de ter problemas respiratórios quando o ar fica muito seco. Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos que você saiba quem são essas crianças e como protegê-las. Vamos conhecer os dados oficiais do Brasil!
Quem são as crianças que mais sofrem
Bebês que nasceram antes da hora
Os dados brasileiros mostram algo muito importante: crianças que nasceram prematuras têm 2,5 vezes mais chance de ir parar no hospital por problemas respiratórios quando o ar está seco.
Por que isso acontece? É simples: quando um bebê nasce antes da hora, seus pulmões ainda estão “em construção”. É como uma casa que não está pronta — qualquer problema do lado de fora afeta mais.
Crianças com asma: o grupo que mais sofre
Aqui temos um dado que chama atenção: 45% das crianças que vão parar no hospital por problemas respiratórios durante o tempo seco têm asma. Isso significa que quase metade!
Se seu filho tem asma, fique de olho redobrado no tempo seco. Os pulmões dele já são mais sensíveis, e o ar seco pode ser como “sal na ferida”.
Crianças com fibrose cística
Para as famílias que lidam com fibrose cística, os números são sérios: essas crianças têm 3,2 vezes mais chance de ter uma piora dos sintomas quando a umidade do ar fica muito baixa.
A situação social da família faz diferença
Infelizmente, descobrimos que crianças de famílias com menos recursos têm 70% mais chance de ter complicações respiratórias durante o tempo seco.
Como explicam especialistas, o impacto da baixa umidade do ar é muito maior em famílias com menos acesso a cuidados e proteção.
Isso acontece porque essas famílias podem ter:
- Casas com menos proteção.
- Menos acesso a umidificadores.
- Dificuldade para ir ao médico rapidinho.
- Menos informação sobre como se proteger.
Idade faz toda a diferença
Bebês e crianças pequenas: cuidado extra
Os dados do SUS são claros: crianças de 0 a 5 anos representam 65% das internações relacionadas ao ar seco.
Por que os pequenos sofrem mais?
- Seus pulmões ainda estão crescendo.
- As vias respiratórias são menores.
- Eles respiram mais rápido que os adultos.
- O sistema de defesa ainda está aprendendo.
Meninos x meninas
Os dados mostram que meninos vão um pouquinho mais ao hospital que as meninas durante o tempo seco, mas a diferença é pequena.
Regiões do Brasil mais afetadas
Centro-Oeste: campeão em emergências
O Centro-Oeste é a região que mais registra atendimentos de emergência para crianças com problemas respiratórios no tempo seco. Em segundo lugar vem o Nordeste.
Isso faz sentido, porque essas regiões têm:
- Períodos de seca mais longos.
- Umidade do ar muito baixa.
- Menos chuva durante alguns meses.
Como proteger seu filho
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que conhecer os riscos é o primeiro passo para proteger nossos pequenos. Se seu filho está em algum grupo de risco, converse com o pediatra sobre cuidados especiais durante o tempo seco.
Fique de olho nestes sinais:
- Tosse que não para.
- Dificuldade para respirar.
- Chiado no peito.
- Nariz sempre entupido.
Lembre-se: crescer com saúde é mais legal, e com informação e cuidado, podemos proteger nossos pequenos mesmo nos dias mais secos!
Conclusão

Agora você já sabe: nem todas as crianças são afetadas da mesma forma pelo tempo seco. Bebês prematuros, crianças com asma, os pequenos de 0 a 5 anos e famílias com menos recursos precisam de cuidado especial.
Se seu filho está em algum grupo de risco, não se preocupe! Conhecer essas informações é o primeiro passo para protegê-lo. Converse com o pediatra, fique atento aos sinais e lembre-se: com informação e carinho, podemos cuidar bem dos nossos pequenos.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, estamos sempre aqui para ajudar você a cuidar da saúde do seu filho. Porque crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Silva JM, et al. Respiratory vulnerability patterns in Brazilian children. J Pediatr (Rio J). 2019;95(4):470-478.
- Oliveira AC, et al. Environmental factors and pediatric respiratory health. Rev Saude Publica. 2020;54:123.
- Santos DB, et al. Cystic fibrosis exacerbations during dry seasons. Pediatr Pulmonol. 2021;56(8):2512-2520.
- Costa LF, et al. Socioeconomic determinants of respiratory health. Cad Saude Publica. 2020;36(3):e00022020.
- Ribeiro MA, et al. Climate variations and child health outcomes. Clinics. 2019;74:e1523.
- Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: Doenças respiratórias na infância. 2021.
- Pereira LC, et al. Age-specific patterns of respiratory vulnerability. J Bras Pneumol. 2020;46(5):e20200089.