Ar seco, noites longas: os meses em que as crianças respiram com esforço
Tosse, garganta irritada e sono difícil são sinais comuns da seca. Veja como proteger as crianças quando o ar fica parado e o clima, mais severo.

Você já percebeu que seu filho tosse mais quando o ar está muito seco? No Brasil, a seca é comum em várias regiões e pode piorar a saúde das crianças. Hoje, o Clube da Saúde Infantil explica de forma simples por que isso acontece e mostra quando devemos ter mais atenção.
O que é a seca no Brasil
A seca é um período com pouca ou nenhuma chuva. Nos últimos anos, esses períodos têm se tornado mais longos em várias áreas urbanas do país.
Regiões mais afetadas
- Centro-Oeste e Nordeste: registram os períodos secos mais intensos.
- Cerrado (junho a setembro): a umidade pode cair para 15% ou menos.
- Amazônia: mesmo sendo úmida, teve secas fora do normal nos últimos anos.
A análise das últimas décadas mostra que o Brasil tem enfrentado períodos secos mais longos e intensos, com mudanças perceptíveis nos padrões de chuva e umidade.
Como a seca afeta a saúde das crianças
Nos meses de ar mais seco, aumentam os casos de irritação nasal, tosse e dificuldades respiratórias entre crianças. Nessas épocas, os atendimentos de emergência em unidades pediátricas sobem de forma significativa.
Por que isso acontece
- O ar seco irrita o nariz e a garganta, facilitando tosses e infecções.
- Nas cidades, o “efeito ilha de calor” deixa o ar ainda mais quente e seco.
- A poeira e a poluição se acumulam, tornando o ambiente menos saudável para respirar.
Os períodos de seca intensa coincidem com picos de atendimento em serviços de saúde infantil, mostrando um padrão sazonal claro de aumento de problemas respiratórios.
Quando ficar de olho
Os meses de junho a setembro são críticos para o Cerrado e o Centro-Oeste. No Nordeste, a atenção deve ser redobrada nos períodos sem chuva. Mesmo na Amazônia, episódios recentes de seca exigem cuidado extra.
Dicas simples para o dia a dia
Estas ações ajudam a reduzir o desconforto causado pelo ar seco:
- Mantenha a criança bem hidratada, oferecendo água ao longo do dia.
- Use toalhas úmidas ou bacias com água no quarto durante a noite.
- Limpe o ambiente com frequência para evitar poeira.
- Procure um serviço de saúde se surgirem sinais de falta de ar ou tosse persistente.
Conclusão

A seca é um fenômeno natural, mas seus efeitos na saúde infantil podem ser fortes, principalmente nos meses mais secos e em áreas urbanas. Ficar atento à umidade do ar e cuidar da hidratação das crianças faz toda a diferença.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples salva vidas — e que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Relatório de Monitoramento Climático 2020. São Paulo: INPE; 2021.
- Silva JM; Santos RC. Análise temporal das secas no Brasil: impactos e tendências. Revista Climatologia. 2019;15(2):45-62.
- Carvalho LM; Oliveira MB. Padrões de seca nos biomas brasileiros. Journal of Environmental Studies. 2020;8(3):112-128.
- Ferreira AS; Costa PM. Correlação entre períodos secos e internações pediátricas no Brasil. Revista de Saúde Pública. 2021;55(1):23-35.
- World Meteorological Organization. Climate Change Impacts in South America. Geneva: WMO; 2022.