Sobrecarga hospitalar na seca: impacto nas crianças

A seca aumenta em até 40% as internações por problemas respiratórios em crianças. Entenda os custos, as causas e como prevenir sobrecarga nos hospitais.

Quando o ar fica seco, os hospitais infantis enchem rápido. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos por que isso acontece, quanto custa e o que pode ser feito. Entenda em linguagem simples e ajude seu filho a crescer com saúde!

Por que a seca lota os hospitais

Durante os meses de pouca chuva, o ar fica mais seco. Isso irrita nariz, garganta e pulmões das crianças, provocando mais crises de tosse, chiado e dificuldade para respirar. Com o aumento dessas crises, as internações pediátricas crescem significativamente.

Como fica a lotação das UTIs

As UTIs pediátricas chegam a operar quase em sua capacidade máxima, com leitos ocupados e maior tempo médio de internação. Os casos costumam ser mais graves, exigindo atenção intensiva e ampliando a sobrecarga de equipes médicas e de enfermagem.

Quanto isso custa

Cada internação representa um custo alto para o sistema público de saúde. Além das diárias hospitalares, há gastos com:

  • Leitos extras.
  • Contratação emergencial de profissionais.
  • Compra de medicamentos e equipamentos.
  • Reorganização de plantões e atendimento.

O que os hospitais fazem para dar conta

Em períodos de seca, muitas instituições ativam planos de contingência — protocolos que orientam ações rápidas para situações de emergência. Entre as medidas mais eficazes estão:

  1. Classificação de risco específica, que permite priorizar os casos mais graves e reduzir o tempo de espera.
  2. Telemedicina, usada para orientar à distância pacientes com sintomas leves, evitando internações desnecessárias.

Como os pais podem ajudar

  1. Hidratação: ofereça água várias vezes ao dia.
  2. Umidifique o ambiente: coloque uma bacia com água ou toalha molhada próxima à cama.
  3. Vacinas em dia: ajudam a prevenir infecções respiratórias graves.
  4. Busque ajuda cedo: se a criança tossir muito ou respirar rápido, procure uma unidade de saúde antes que o quadro piore.

Desfazendo equívocos comuns

Mito: “É só uma tosse, passa sozinha.”
Fato: Tosse persistente pode evoluir para pneumonia. Não espere.

Mito: “Nebulizador vicia.”
Fato: O nebulizador apenas ajuda o remédio a chegar ao pulmão. Use sempre sob orientação médica.

Quando procurar emergência

Leve a criança ao pronto-socorro se ela:

  • Respirar muito rápido ou prender o peito.
  • Ficar com lábios ou unhas arroxeados.
  • Estiver sonolenta ou fraca demais.

Conclusão

A seca traz ar seco, hospitais cheios e custos altos. Mas com prevenção simples e busca de ajuda no momento certo, você protege seu filho e ajuda o sistema de saúde a funcionar melhor.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Ministério da Saúde. Dados epidemiológicos SUS 2022. DATASUS; 2023.
  2. Silva JR; Santos ME; Oliveira AC. Impacto da seca nas internações pediátricas. Revista Brasileira de Pediatria. 2022;45(2):112-120.
  3. Fernandes LC; Costa MR. Custos hospitalares em pediatria: análise sazonal. Gestão Saúde. 2023;12(1):45-52.
  4. Oliveira PS; Martins RB. Protocolos de contingência em pediatria. Jornal de Pediatria (Rio J). 2022;98(4):320-328.
  5. Santos AL; Pereira MC. Telemedicina na gestão hospitalar. Revista de Administração em Saúde. 2023;24(2):78-86.