Cantinas, bebedouros e atenção: os bastidores da hidratação infantil nas escolas
A rotina escolar pode dificultar a ingestão de água, especialmente em crianças com doenças crônicas. Veja soluções simples e acessíveis para mudar isso.

Você sabia que beber água na hora certa pode evitar problemas sérios de saúde em crianças com doenças crônicas? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada gole conta. Neste post, mostramos como a escola, a família e os profissionais de saúde podem trabalhar juntos para manter nossos pequenos bem hidratados — como determina a lei brasileira.
Hidratação na escola: um direito garantido
O acesso à água potável nas escolas é um direito assegurado pela legislação educacional brasileira. Mais do que uma questão de conforto, é uma necessidade vital, especialmente para crianças com condições crônicas de saúde. A água deve estar disponível o tempo todo e em locais acessíveis, garantindo segurança e inclusão.
O que dizem as normas brasileiras
- Toda escola deve oferecer água limpa e potável durante o período letivo.
- Alunos com condições específicas de saúde podem ter adaptações, como uso de garrafinhas na sala de aula.
- A aplicação de protocolos de hidratação reduz significativamente os casos de desidratação e melhora o bem-estar geral.
Protocolos de hidratação: passo a passo simples
Cada criança com doença crônica deve ter um Plano de Ação Individualizado (PAI) — uma espécie de “mapa da água” que orienta professores, cuidadores e familiares.
O PAI deve incluir:
- A quantidade ideal de água diária.
- Os horários de ingestão ao longo do dia.
- Sinais de alerta que indicam necessidade de atenção.
- O que fazer em situações de emergência.
Com esse acompanhamento, as crises e internações por desidratação podem ser significativamente reduzidas.
Treinar a equipe escolar salva o dia
Professores e funcionários informados são os maiores aliados da saúde infantil. Escolas que capacitam suas equipes conseguem agir com rapidez e segurança em situações de risco.
O que a equipe precisa saber
- Reconhecer os sinais precoces de desidratação (como lábios secos e tontura).
- Cumprir os horários de hidratação indicados no PAI.
- Registrar qualquer alteração e comunicar a família.
- Acionar o protocolo de emergência se a criança apresentar sintomas graves.
Perguntas que pais costumam fazer
Meu filho pode levar garrafa de água para a sala?
Sim. A legislação permite adaptações que garantam o direito à água e à saúde.
Como saber se a escola segue um protocolo de hidratação?
Peça para ver o PAI e pergunte sobre o treinamento da equipe.
E se meu filho esquecer de beber água?
O ideal é que o professor lembre a turma nos horários combinados. Alarmes ou relógios ajudam a manter a rotina.
Equívocos comuns
“Só faz calor, então não precisa beber tanta água no inverno.”
Errado. A desidratação pode acontecer em qualquer estação do ano.
“Suco substitui água.”
Não. Apenas a água hidrata de forma segura, sem adicionar açúcares ou aditivos.
Conclusão

Garantir água acessível e protocolos claros faz toda a diferença para a segurança das crianças com doenças crônicas. Quando escola, família e profissionais de saúde trabalham em conjunto, o risco de desidratação cai e a qualidade de vida aumenta.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica. Brasília: MEC; 2020.
- Silva JR; Santos ME; Oliveira AC. Protocolos de hidratação em ambiente escolar: revisão sistemática. Rev Bras Enferm. 2021;74(2):45-52.
- Pereira LM; Costa RF; Almeida MB. Implementação de programas de saúde escolar: estudo multicêntrico. J Pediatr. 2022;98(3):234-241.
- Santos AP; Ferreira RC; Lima DS. Capacitação de equipes escolares para atendimento de alunos com condições crônicas. Rev Saúde Pública. 2021;55:23.