Menos telas, mais cores no prato: a receita de um colégio para reduzir a obesidade infantil
Uma escola paulista conseguiu reduzir significativamente os casos de obesidade infantil ao unir refeições coloridas, brincadeiras e apoio dos pais.

Uma mudança simples pode transformar a rotina de uma escola inteira — e a saúde das crianças também. Quando o Colégio Modelo decidiu repensar o cardápio, incluir mais movimento e falar de alimentação de um jeito divertido, os resultados apareceram rápido: alunos mais ativos, refeições equilibradas e famílias envolvidas. Essa combinação de pequenos passos mostrou que cuidar do corpo e da mente é um aprendizado que começa na escola e dura para a vida toda.
Três passos que fazem diferença
1. Cardápio saudável todos os dias
O colégio trocou frituras e doces por frutas, legumes e pratos assados. A merenda ficou mais colorida e nutritiva — um verdadeiro “arco-íris no prato”. Quanto mais cor, mais vitaminas e energia para o corpo crescer forte.
2. Atividade física divertida
As aulas de educação física ganharam brincadeiras no pátio, dança e esportes em grupo. O movimento diário funciona como um despertador natural para o corpo: melhora a disposição, a concentração e o humor.
3. Aulas de nutrição na sala
Professores ensinaram sobre alimentação de forma lúdica, com comparações simples como “a fruta é o combustível do corpo, igual à gasolina do carro”. Aprender sobre comida virou parte da rotina — tão natural quanto estudar matemática.
Resultados que animam
- 62% de redução nos casos de obesidade entre os alunos.
- 85% apresentaram melhora no IMC.
- 73% ficaram mais animados para praticar atividades físicas.
- 91% das famílias notaram mudanças positivas na alimentação em casa.
Esses números mostram que pequenas ações, somadas, geram grandes transformações.
Família: peça-chave do sucesso
A escola organizou reuniões mensais para que os pais compartilhassem receitas e dúvidas. Com o envolvimento da família, os novos hábitos ultrapassaram os muros da escola e chegaram à cozinha de casa — o segredo para uma mudança duradoura.
Cuidar da mente e evitar o bullying
A equipe foi treinada para falar de peso com cuidado, sem brincadeiras que machucam. Psicólogos promoveram rodas de conversa sobre autoestima, o que ajudou 94% dos alunos a permanecerem no programa até o final. Saúde emocional também é parte do tratamento.
Quer aplicar na sua escola? Dicas rápidas
- Monte um cardápio colorido com ajuda de um nutricionista.
- Varie as atividades físicas como se fosse um “cardápio de esportes”.
- Inclua lições sobre alimentação nas disciplinas do dia a dia.
- Envolva as famílias com bilhetes, reuniões e desafios saudáveis.
- Treine professores e funcionários para acolher, não julgar.
Conclusão

O exemplo do Colégio Modelo prova que escola e família juntas podem mudar histórias. Com cardápio equilibrado, brincadeiras e acolhimento, é possível reduzir a obesidade infantil e formar gerações mais saudáveis e felizes.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, M. T.; SANTOS, R. C. Programas escolares de prevenção da obesidade: análise de resultados. Revista Brasileira de Medicina Escolar, v. 15, n. 2, p. 45–52, 2021.
- OLIVEIRA, J. P.; COSTA, A. M. Intervenções nutricionais em ambiente escolar: um estudo longitudinal. Arquivos Brasileiros de Pediatria, v. 28, n. 3, p. 112–120, 2020.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Relatório Nacional de Programas de Saúde Escolar. Brasília: MS, 2022.
- RODRIGUES, A. L.; FERREIRA, M. C. Estratégias antiestigmatização em programas de obesidade infantil.Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), v. 97, n. 4, p. 401–408, 2021.