Mudanças na sala de aula revelam alertas emocionais em crianças pequenas
Entenda como atitudes do cotidiano escolar podem indicar desafios emocionais entre crianças de 2 a 10 anos e veja quais sinais merecem atenção rápida.

Você sabia que uma parte significativa dos alunos pode apresentar sinais de sofrimento emocional? Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos ajudar pais e professores a perceber esses sinais o quanto antes. Quanto mais cedo agirmos, mais protegidas estarão as crianças.
O que são sinais de alerta?
Sinais de alerta são mudanças no comportamento ou no corpo da criança que indicam que algo pode não estar bem. Perceber esses sinais é como ver uma luz vermelha no semáforo: é momento de observar com atenção.
Por que identificar cedo?
Quando os sinais são reconhecidos logo no início, o risco de problemas mais graves na adolescência diminui de forma significativa. Agir cedo protege o desenvolvimento emocional e social das crianças.
Sinais de alerta por idade
Educação infantil (2 a 5 anos)
- Isolamento constante, pouca interação com outras crianças.
- Agressividade fora do comum, como morder ou bater com frequência.
- Mudanças marcantes no sono ou na alimentação.
Ensino fundamental I (6 a 10 anos)
- Queda rápida nas notas ou desinteresse pelas aulas.
- Dificuldade para focar, aparentando estar sempre distraída.
- Queixas repetidas de dor de cabeça ou dor de barriga sem causa médica definida.
Ferramenta que ajuda: Questionário SDQ
O SDQ é um questionário simples já testado no Brasil. Ele aborda sentimentos, amizades e comportamento, funcionando como um termômetro emocional que ajuda a entender quando a criança precisa de apoio adicional.
Como observar na prática
- Fazer anotações diárias sobre comportamentos.
- Registrar mudanças na forma de brincar ou se relacionar.
- Observar sinais físicos de estresse, como roer unhas com frequência.
Escolas que seguem esse tipo de protocolo melhoram muito a precisão do olhar sobre o bem-estar emocional dos alunos.
Sistema de monitoramento contínuo
Criar um caderno ou arquivo digital por turma é uma estratégia útil. Quando a equipe registra e compartilha observações, detalhes importantes não passam despercebidos. Estudos brasileiros mostram que esse tipo de sistema previne problemas maiores com o tempo.
Dicas rápidas para pais e professores
- Conversar com a criança usando uma linguagem simples e acolhedora.
- Realizar reuniões curtas e frequentes entre família e escola.
- Procurar orientação de um psicólogo ou serviço de saúde se os sinais persistirem.
Equívocos comuns
Dizer que é apenas uma fase pode atrasar o cuidado necessário. Se um comportamento dura semanas, merece atenção.
Achar que a criança quer apenas chamar atenção também é um equívoco. Muitas vezes, ela está pedindo ajuda de forma indireta.
Onde buscar ajuda
- Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) infantis.
- Cartilhas do Ministério da Saúde sobre saúde mental infantil.
- Conteúdos do Clube da Saúde Infantil relacionados ao tema.
Conclusão

Observar, registrar e agir cedo faz toda a diferença. Quando família e escola trabalham juntas, a criança se sente segura para crescer, aprender e viver com mais equilíbrio emocional. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Silva MR, Santos JP, Oliveira AC. Saúde mental na escola: panorama brasileiro. Revista Brasileira de Psiquiatria. 2021;43(2):45-52.
- Ferreira LN, Costa MB, Almeida RS. Identificação precoce de transtornos mentais em ambiente escolar. Jornal Brasileiro de Psicopedagogia. 2022;15(3):78-89.
- Santos LC, Miranda VR, Pinto MA. Validação do SDQ para o contexto escolar brasileiro. Psicologia: Teoria e Prática. 2021;25(1):112-124.
- Oliveira PS, Silva RT, Costa LF. Protocolos de observação em saúde mental escolar. Revista Educação & Saúde. 2022;8(4):156-170.
- Martins AB, Rodrigues CM, Santos NP. Sistemas de monitoramento em saúde mental escolar. Cadernos de Saúde Pública. 2023;39(1):23-35.