O que acontece quando a escola decide aprender pelo estômago
Conheça resultados de hortas escolares que mostram mais consumo de verduras, menos desperdício e maior engajamento — e veja como esse tipo de aprendizado transforma o cotidiano infantil.

Você já pensou que um simples canteiro pode virar sala de aula viva? No Clube da Saúde Infantil, mostramos como escolas brasileiras usam a horta para ensinar, alimentar melhor e unir famílias. Vamos ver histórias reais e aprender passos fáceis para copiar essa ideia?
Por que levar a sala de aula para a horta?
A horta escolar aproxima as crianças da terra, dos cheiros e dos sabores. Essa vivência aumenta o consumo de verduras, reduz o desperdício de alimentos e torna matérias como matemática e ciências mais dinâmicas.
Histórias que dão gosto de aprender
São Paulo — EMEF Desembargador Amorim Lima
• O espaço cresceu de quarenta metros quadrados para seiscentos metros quadrados.
• Alunos do terceiro ao quinto ano passaram a reconhecer mais variedades de verduras nativas após um semestre.
• O desperdício de hortaliças na merenda diminuiu e a aceitação dos pratos aumentou.
Brasília — Escola Classe 102 Norte
• O Programa Horta Pedagógica atende dezenas de escolas.
• As crianças passaram a consumir porções maiores de hortaliças e mostraram menos resistência a experimentar novos alimentos.
• Houve redução de casos de sobrepeso ao longo de dois anos de acompanhamento.
Florianópolis — Escola Municipal Monteiro Lobato
• O foco inclui plantas alimentícias não convencionais, como serralha e azedinho-do-brejo.
• A presença dessas plantas nas refeições aumentou significativamente.
• A escola economizou recursos que antes eram usados para comprar hortaliças.
O que faz uma horta escolar dar certo?
- Participação da comunidade por meio de assembleias, mutirões e feiras.
- A horta inserida no currículo da BNCC, e não como atividade isolada.
- Registro de consumo, desperdício e engajamento a cada semestre.
- Parcerias com universidades, institutos e organizações locais.
Passos para levar a ideia para mais escolas
Os estudos apontam caminhos simples que ajudam a ampliar o projeto:
- Garantir kits básicos de irrigação e ferramentas via programas oficiais.
- Oferecer cursos anuais para professores com apoio de Institutos Federais.
- Criar plataformas abertas com dados de consumo e colheita.
- Incluir plantas alimentícias não convencionais para valorizar a cultura local.
Perguntas que podem surgir
- Preciso de muito espaço? Não. Projetos começam com áreas equivalentes a uma sala de aula.
- A horta é cara? Experiências mostram que a economia com alimentos colhidos pode ser reinvestida em materiais escolares.
- As crianças aceitam comer verduras? Sim. Programas registram aumento no consumo e maior curiosidade para experimentar.
Conclusão

Hortas escolares mostram que plantar, colher e comer podem caminhar junto com aprender. Elas trazem mais saúde, menos desperdício e aulas mais vivas. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada muda plantada é uma semente de futuro. Incentive a escola do seu bairro e lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- CORRÊA, L. H. et al. Impacto de hortas escolares no consumo de hortaliças de crianças do ensino fundamental. Revista de Nutrição, v. 34, e210085, 2021.
- FAO. Horta Escolar: guia de boas práticas brasileiras. Brasília: Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, 2022.
- MARTINS, F.; COLONI, R. Relatório de avaliação de desperdício alimentar na EMEF Desembargador Amorim Lima. São Paulo: SME, 2022.
- PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS. Programa Municipal de Hortas Escolares: relatório síntese 2023. Florianópolis: PMF, 2023.
- PREFEITURA DE SÃO PAULO. Indicadores de aprendizagem em agricultura urbana na rede municipal. São Paulo: SME, 2021.
- RODRIGUES, V.; TEIXEIRA, M. Participação familiar em projetos de horta pedagógica do Distrito Federal. Cadernos de Educação, v. 32, p. 45-63, 2023.
- SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DF. Relatório anual do Programa Horta Pedagógica 2022. Brasília, 2022.
- SILVA, D.; NASCIMENTO, J. Sustentabilidade financeira de hortas escolares: estudo de caso em Florianópolis. Revista Catarinense de Educação, v. 17, n. 2, p. 88-103, 2022.