Força-tarefa: como o SUS utiliza a equipe multidisciplinar no combate à obesidade infantil
Entenda como pediatras, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e assistentes sociais, juntos, criam um atendimento multidisciplinar para prevenir a obesidade infantil.

Você já ouviu que “uma andorinha só não faz verão”? Quando o assunto é prevenir obesidade infantil, isso faz ainda mais sentido. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como reunir vários profissionais cria uma rede de proteção poderosa para a saúde das crianças.
Por que precisamos de um time completo?
Pediatras, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e assistentes sociais formam uma força-tarefa contra o excesso de peso. Pesquisas mostram que, quando essa equipe atua de forma integrada por três anos, o risco de sobrepeso pode cair até 30%.
É como montar um quebra-cabeça: cada profissional traz uma peça essencial.
O papel de cada profissional
Pediatra
Avalia peso, altura, crescimento, solicita exames e identifica outras condições de saúde.
Nutricionista
Cria cardápios simples, acessíveis e adequados à rotina da família, além de orientar escolhas mais saudáveis.
Educador físico
Propõe brincadeiras, jogos e atividades que estimulam movimento e gasto de energia.
Psicólogo
Ajuda a lidar com emoções, ansiedade e o uso da comida como conforto ou recompensa.
Assistente social
Aproxima a família de recursos da comunidade, como hortas, praças e programas sociais.
Como funciona na prática
Um modelo simples de cuidado integrado inclui:
• Consulta médica a cada 3 meses.
• Avaliação nutricional a cada 2 meses.
• Aulas de movimento semanais.
• Encontros mensais com pais para troca de experiências.
Tudo registrado no prontuário eletrônico para evitar orientações duplicadas ou confusas.
Desafios no SUS e saídas criativas

Nem todas as Unidades Básicas de Saúde têm nutricionistas ou educadores físicos. Mas existem estratégias que funcionam:
NASF itinerante
Equipes especializadas visitam os postos em dias programados. Em alguns municípios, essa ação reduziu em 12% o IMC das crianças.
Teleinterconsulta
Profissionais discutem casos por vídeo, garantindo apoio técnico mesmo à distância.
Ferramentas digitais
Aplicativos enviam lembretes sobre lanches, sono e consultas, aumentando a adesão do cuidado.
Capacitação contínua
Cursos práticos aumentam em até 40% o uso de diretrizes atualizadas por profissionais de saúde.
Incentivos do Previne Brasil
Metas específicas estimulam equipes a acompanhar melhor o crescimento das crianças.
Família no centro de tudo
Quando o time inteiro fala a mesma língua, a família se sente mais segura para mudar hábitos. Metas claras e realistas — as chamadas metas SMART — ajudam a organizar o cuidado e manter o foco.
Em um ambulatório de São Paulo, a presença nas consultas subiu de 62% para 88% após incluir a família em todas as decisões. A culpa deu lugar à parceria.
Conexão além do consultório
Também faz diferença quando a equipe orienta sobre alimentação na escola, academias ao ar livre e ações comunitárias. Saúde, educação e território se complementam.
Dúvidas comuns
“Preciso de todos esses profissionais?”
Quando possível, sim — a combinação fortalece o cuidado. Mas até duas áreas já geram impacto positivo.
“Meu posto não tem educador físico. E agora?”
Pergunte sobre o NASF da sua região ou opções de teleatendimento. Há modelos flexíveis de apoio.
“E se meu filho faltar a um encontro?”
Reagende e mantenha o contato com a equipe. O acompanhamento contínuo é o segredo do sucesso.
Conclusão

Quando profissionais e famílias atuam lado a lado, o cuidado deixa de ser pesado e vira parceria. Uma equipe multiprofissional organizada quebra o ciclo da obesidade infantil com acolhimento, constância e orientação simples. Aqui no Clube da Saúde Infantil, repetimos sempre: crescer com saúde é mais legal — e ninguém precisa fazer isso sozinho.
Referências
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