Família e escola: parceria que protege crianças da obesidade
Conheça iniciativas simples que fortalecem a parceria entre pais e educadores para estimular boa alimentação e mais movimento nas crianças.

Por que a família é o ponto de partida?
Nos primeiros anos, os pais decidem o que entra no carrinho de compras e no prato da criança. Estudos mostram que programas voltados só para os pais podem reduzir o IMC infantil em até 20%.
Dicas rápidas para a rotina de casa
- Oficinas de cozinha simples aumentam o uso de frutas e legumes em 70%.
- Troque refrigerante por água filtrada e deixe frutas à vista. Isso corta cerca de 150 kcal por dia.
- Use um gráfico colado na geladeira para marcar as refeições em família. A prática sobe 35%.
Respeite a cultura do prato
Adaptar receitas regionais, como trocar fritura por assado, dobra a redução da gordura abdominal.
Menos tela, mais saúde
Cada 30 minutos a menos de TV reduzem em 3% a resistência à insulina em apenas oito semanas. Crie regras claras de tempo de tela e ofereça brincadeiras ativas como alternativa.
A escola como grande parceira

Quando a lição de saúde faz parte da aula, a obesidade cai 9% em dois anos.
O que funciona na escola?
- Cantinas sem refrigerante nem fritura diminuem em 30% a compra de calorias vazias.
- Pátios com marcações coloridas aumentam a movimentação intensa em 18 minutos por dia.
- Hortas escolares fazem as crianças dobrarem o consumo de verduras.
Programa Saúde na Escola
Em parceria com postos de saúde, a triagem de peso e o aconselhamento reduziram 1,2 pontos no z-score de IMC em 12 meses.
Casa + escola + comunidade: o trio de ouro
Projetos que juntam família, professores e postos de saúde economizam R$ 1,70 em custos futuros de diabetes para cada real investido. Se a escola não tem espaço, use praças ou pistas de caminhada criadas com apoio de associações locais.
Dúvidas que sempre aparecem
“Preciso de alimentos caros?” Não. Feijão, arroz, legumes e frutas da estação já ajudam muito.
“E se meu filho não gosta de verduras?” Deixe a criança plantar ou ajudar na cozinha; o contato direto dobra o consumo.
“Dieta é castigo?” Não chame de dieta. Mostre que a família toda muda junta. Assim a criança vê a mudança como normal, não punição.
Equívocos comuns
- “Bebida diet está liberada.” → Mesmo sem açúcar, algumas têm cafeína e acidulantes; água é melhor.
- “Só a genética importa.” → Ambiente e hábitos contam muito. Mudança diária pode vencer a tendência genética.
Conclusão

Pequenos ajustes na compra, no preparo da comida e no jeito de brincar já mostram resultados rápidos no peso e na energia dos pequenos. Quando família e escola caminham juntas, a chance de diabetes tipo 2 despenca. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
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