Famílias em risco: férias escolares ampliam a insegurança alimentar

Descubra os efeitos das férias na renda e na nutrição de lares em situação de risco e conheça iniciativas que reduzem a fome entre crianças.

Quando a escola fecha para as férias, muitas crianças perdem a merenda, única refeição certa do dia. Isso cria um buraco no prato de milhares de famílias brasileiras. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos de forma simples como esse problema acontece e o que pode ser feito.

Por que a merenda escolar é tão importante?

A merenda escolar garante comida para crianças durante o ano letivo. Nas férias, essa ajuda desaparece. É como tirar a tampa de uma panela que já estava quase vazia.

Onde o problema é mais grave?

  • 48% das famílias que dependem da merenda vivem nas regiões Norte e Nordeste.
  • Muitas estão em áreas periurbanas, longe de serviços públicos.

Esses locais já sofrem com pobreza. Sem a merenda, a situação piora.

Quanto o gasto com comida aumenta?

Nas férias, o custo da alimentação sobe, em média, 73% para essas famílias. Imagine seu orçamento como uma pizza. Quase três quartos dela viram comida, sobrando pouco para aluguel ou remédios.

Quem sente mais?

  • 67% vivem com renda menor que meio salário mínimo.
  • 42% são lares chefiados por mulheres no trabalho informal.
  • Em famílias de mães solo, 82% relatam falta de comida e 34% chegam a sentir fome moderada ou grave.

Trabalho informal: um ciclo difícil

Sem emprego fixo, a renda sobe e desce como uma montanha-russa. Durante as férias, 62% dos responsáveis estão no trabalho informal. Essas famílias têm 2,3 vezes mais chance de insegurança alimentar severa.

Como quebrar este ciclo?

  1. Cadastre-se em programas sociais, como o Cadastro Único.
  2. Procure o CRAS mais perto para saber de cestas básicas emergenciais.
  3. Planeje compras simples: arroz, feijão, ovos e legumes da estação são nutritivos e baratos.
  4. Veja nosso guia de alimentação saudável para crianças.

Chamada para ação

Compartilhe este texto com vizinhos, escolas e grupos de bairro. Quanto mais gente souber, mais crianças podem ter um prato cheio.

Conclusão

A fome nas férias escolares é real, mas podemos agir. Conhecer o problema é o primeiro passo. Juntos, famílias, escolas e comunidade podem garantir que nenhuma criança fique sem comida. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2021-2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.
  2. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Relatório do Cadastro Único 2022. Brasília: MDS, 2022.
  3. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Impacto Econômico da Insegurança Alimentar. São Paulo: FGV Social, 2023.
  4. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
  5. UNICEF BRASIL. Panorama da Alimentação Escolar no Brasil. Brasília: UNICEF, 2022.
  6. DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS. Boletim de Conjuntura 2023. São Paulo: DIEESE, 2023.