Fome nas férias escolares: ONGs garantem comida para crianças vulneráveis

Descubra iniciativas que garantem comida nas férias escolares, conheça dados e desafios enfrentados e aprenda como contribuir para ampliar esse impacto.

Quando a campainha da escola toca anunciando as férias, a merenda também para. Para milhões de crianças, isso significa prato vazio. Mas ONGs e grupos da sociedade civil entram em campo para garantir comida na mesa. Neste post, o Clube da Saúde Infantil mostra, em linguagem simples, quem são esses heróis, como eles trabalham e quais resultados já aparecem.

Por que a fome aumenta nas férias?

A merenda escolar é a principal refeição do dia para muitas crianças. Sem aula, a família precisa de mais comida em casa. Dados mostram que ONGs distribuíram 2,3 milhões de refeições só nos meses de janeiro e julho de 2023.

Quem entra em ação?

Cozinhas solidárias

  • Funcionam em igrejas, centros comunitários ou garagens.
  • Hoje existem 38 unidades fixas do MTST, servindo em média 1.000 pratos por dia.
  • Resultado: menor perda de peso nas crianças atendidas.

Bancos de alimentos

  • Parceria com supermercados e agricultores para pegar comida que seria jogada fora.
  • O programa Sesc Mesa Brasil distribuiu 36 mil toneladas de alimentos em 2022, alcançando 1,4 milhão de pessoas.

Cartões alimentação

  • Municípios oferecem cartões pré-pagos em conjunto com ONGs.
  • A Associação Prato Cheio registrou alta de 18% na adesão entre 2021 e 2023.

Desafios que ainda existem

Sazonalidade das doações

  • 52% das doações chegam em dezembro; só 9% em julho.
  • Resultado: pouca comida no meio do ano.

Falta de infraestrutura

  • Cozinhas dependem de fogões das escolas, que fecham nas férias.
  • Solução piloto: contêineres-cozinha reduziram custos em 23% em SP.

Inovações que ajudam

Aplicativos contra desperdício

O app Last Food Mile conectou restaurantes e ONGs, salvando 860 toneladas de comida em 2023.

Transparência com blockchain

Doadores veem o caminho do dinheiro em tempo real. Isso aumenta a confiança e garante recursos contínuos.

Como todos podem ajudar

  1. Doe fora do período de Natal.
  2. Divulgue campanhas locais nas redes sociais.
  3. Participe como voluntário em cozinhas solidárias.
  4. Compartilhe este post!

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que pequenas ações se somam para um grande resultado.

Conclusão

ONGs, cozinhas solidárias e bancos de alimentos já fazem muito para que nenhuma criança sinta fome nas férias. Ainda há desafios, mas juntos podemos superá-los. Compartilhe informação, doe o ano todo e seja parte dessa corrente. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. REDE PENSSAN. Insegurança alimentar e pandemia: 2023. Brasília: Rede Penssan, 2023.
  2. MTST – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO. Cozinhas Solidárias: dados consolidados 2023. São Paulo: MTST, 2023.
  3. UFV – UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Efeitos da alimentação intermitente em escolares. Viçosa: UFV, 2022.
  4. SESC. Mesa Brasil: balanço 2023. São Paulo: Sesc, 2023.
  5. ASSOCIAÇÃO PRATO CHEIO. Balanço anual 2023. Brasília: Prato Cheio, 2023.
  6. DOAÇÃO BR. Painel de doações 2023. Disponível em: https://doacaobr.org. Acesso em: 15 mar. 2024.
  7. IBDCRIA – INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO CRIATIVO. Avaliação de cozinhas móveis. Belo Horizonte: IBDCRIA, 2023.
  8. LAST FOOD MILE. Relatório de impacto 2023. São Paulo: LFM, 2023.
  9. INSTITUTO PHI. Transparência e filantropia 2023. Rio de Janeiro: Instituto Phi, 2023.