Dicas seguras para monitorar a glicose durante viagens sem complicações
Aprenda a organizar o monitoramento da glicose em viagens com checklist prático, uso de CGM e adaptação de horários.

Vai viajar e tem diabetes? Calma! Com alguns passos simples você mantém a glicose sob controle, mesmo mudando de fuso horário. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação clara é o primeiro passo para crescer com saúde. Vamos lá?
Por que o fuso horário mexe com a glicose?
Quando mudamos o relógio interno, nosso corpo fica “confuso”, como quando trocamos o dia pela noite. Esse choque pode fazer a glicose subir ou cair de forma inesperada.
Como ajustar o monitoramento antes da viagem
Planeje com antecedência
Comece 2 a 3 dias antes.
- Se for para o leste, adiante o horário de checar a glicose 30–60 minutos por dia.
- Se for para o oeste, atrase na mesma medida.
Aumente as checagens no primeiro dia
Nas primeiras 24 horas no destino, meça mais vezes. É como testar a água antes de mergulhar.
Registre tudo
Anote refeições, passos e glicose. Assim, você e o médico entendem o que acontece.
Tecnologia que faz diferença: CGM
O Monitor Contínuo de Glicose (CGM) funciona como um “sensor de alarme”. Ele mede a glicose o tempo todo e avisa se algo sai do normal.
- 78% dos usuários se sentem mais seguros viajando.
- Mesmo sem internet, os dados ficam guardados.
- Dá para compartilhar resultados em tempo real com médicos ou familiares.
Passo a passo rápido para uma viagem segura

- Converse com seu médico antes de comprar as passagens.
- Adapte o horário das medições 2–3 dias antes.
- Leve pilhas, carregadores e tiras extras.
- Use aplicativos que funcionam offline.
- No voo, mantenha medidor e insulina na bagagem de mão.
- No destino, continue checando mais vezes até o corpo “entrar no ritmo”.
Perguntas que podem surgir
- Preciso mudar a dose de insulina? Fale com o médico; muitas vezes só o horário muda.
- E se o CGM desconectar? Ele guarda dados offline e envia quando tiver internet.
- Crianças podem usar CGM? Sim, mas o pediatra deve acompanhar.
Equívocos comuns
- “É só medir quando sentir sintomas.” – Não! Sintomas podem demorar a aparecer.
- “No avião, a glicose não muda.” – Mudanças de altitude e estresse podem influenciar.
- “CGM resolve tudo sozinho.” – Ainda é preciso ajustar comida e insulina.
Conclusão

Viajar com diabetes é possível e pode ser divertido. Ajuste o horário das medições, use a tecnologia a seu favor e mantenha registros simples. Com essas dicas, a aventura fica mais segura e leve. Lembre-se: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Johnson, K. M.; Smith, R. J. Diabetes management across time zones. Diabetes Care, v. 45, n. 2, p. 112-118, 2023.
- International Diabetes Federation. Global guidelines for type 2 diabetes. Brussels: IDF, 2022.
- Thompson, A. R. et al. Continuous glucose monitoring in travel: a multicenter study. Journal of Diabetes Science and Technology, v. 15, n. 3, p. 567-573, 2023.
- American Diabetes Association. Standards of medical care in diabetes-2023. Diabetes Care, v. 46, supl. 1, p. S1-S2, 2023.