Viajar com criança alérgica: como agir na crise
Leve dois autoinjetores, documentos médicos e seguro-viagem adequado. Reconheça os sintomas cedo e saiba quais passos seguir para agir sem pânico.

Viajar é divertido, mas quem tem filho alérgico sabe que um simples lanche pode virar corrida ao hospital. Planejamento evita pânico e garante passeios mais tranquilos.
Por que o plano é seu melhor amigo
Reações graves, chamadas de anafilaxia, podem começar com coceira e evoluir para falta de ar em minutos. Aplicar a adrenalina com rapidez é a medida que salva vidas.
O que ter sempre à mão
- Dois autoinjetores de adrenalina, pois alguns casos precisam da segunda dose.
- Receita médica e laudo em português e inglês, preferencialmente com QR Code para tradução.
- Cartão com contatos do alergista e instruções simples de uso.
Antes de sair de casa

Visite o alergista
O médico ajusta a dose da medicação conforme o peso atual da criança.
Mapeie hospitais
Aplicativos especializados ajudam a localizar pronto-socorros com adrenalina disponível em um raio de segurança.
Cheque o seguro-viagem
O contrato deve mencionar alergias e anafilaxia, com cobertura mínima adequada. Guarde o comprovante digital.
Durante a viagem
Reconheça os primeiros sinais
- Coceira forte ou vermelhidão.
- Tosse persistente.
- Sensação de aperto na garganta.
Ao perceber esses sintomas, aplique a adrenalina imediatamente, sem esperar ajuda externa.
Dose aplicada, o que fazer?
- Mantenha a criança deitada com pernas elevadas.
- Acione o serviço de emergência local.
- Leve a criança ao hospital, mesmo se os sintomas melhorarem, pois a crise pode retornar em até 72 horas.
Cuidados especiais com medicamentos

A Anvisa exige receita em duas vias para entrar ou sair do Brasil com autoinjetores. Em países da União Europeia, é permitido levar até duas canetas na bagagem de mão. Em locais quentes, use bolsa térmica: o medicamento resiste cerca de oito horas fora da geladeira.
Depois da crise
Anote a hora dos sintomas, a dose aplicada e o tempo até o socorro. Entregue esses registros ao alergista. Compartilhar relatos em grupos de famílias ajuda outras pessoas a se prepararem melhor.
Derrubando mitos comuns
- Posso esperar para ver se melhora: não, a adrenalina deve ser aplicada como primeira medida.
- Uma caneta é suficiente: leve duas, pois a segunda pode ser necessária em crises bifásicas.
- No avião sempre há autoinjetor: nem sempre, algumas companhias só oferecem ampolas e seringas.
Checklist rápido antes de embarcar
- Dois autoinjetores de adrenalina.
- Receita médica e laudo em dois idiomas.
- Seguro-viagem com cobertura de alergia.
- Endereço de hospitais próximos.
- Bolsa térmica para transporte dos remédios.
Viagem segura é viagem feliz. Com preparo, a alergia deixa de ser vilã e vira apenas um detalhe da aventura.
Conclusão

Planejar, reconhecer sinais e agir rápido são os passos fundamentais para manter a criança protegida em qualquer viagem. Leve sempre os itens essenciais, mantenha documentos em ordem e contrate seguro adequado. Assim, a família aproveita cada passeio sem medo. Crescer com saúde é mais legal.
Referências
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