Dermatomiosite infantil: como lidar na família e na escola
Veja como lidar com os impactos emocionais e escolares da miosite infantil e descubra dicas práticas para fortalecer adesão ao tratamento.

Viver com miosite infantil pode ser desafiador. A doença provoca dor, cansaço e alterações na pele, afetando a criança, a família e a vida escolar. Mas há caminhos para tornar a jornada mais leve. Neste post do Clube da Saúde Infantil, você vai encontrar dicas simples e confiáveis para cuidar do corpo e da mente.
Miosite infantil: o que muda no dia a dia
Emoções da criança e da família
Até 45% das crianças com dermatomiosite juvenil podem apresentar ansiedade ou depressão. A dor e a fadiga abalam a autoestima, e mudanças na pele ou o uso de corticoides podem gerar vergonha.
Na família, pais e irmãos vivem um “carrossel emocional”: horas de esperança e de frustração. Estratégias úteis incluem:
- Acompanhamento psicológico;
- Psicoeducação, explicando a doença em linguagem acessível;
- Grupos de apoio presenciais ou on-line, que já mostraram reduzir o estresse em até 30%.
Colônias de férias adaptadas e terapia cognitivo-comportamental também fortalecem a autoestima.
Desafios na escola
A escola é espaço de aprendizado e convivência, mas 40% das crianças com miosite faltam mais de um mês por ano. Nos 12 primeiros meses após o diagnóstico, o rendimento tende a cair.
Principais barreiras:
- Dificuldade em subir escadas ou carregar mochilas;
- Cansaço para escrever por longos períodos;
- Medo de se machucar nas aulas de educação física;
- Ausência de um plano escolar individual.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda criar um Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) logo após o diagnóstico, prevendo adaptações como:
- Carteira e mesa ajustadas;
- Horários mais flexíveis;
- Uso de material digital;
- Avaliações contínuas.
Tecnologias como aulas gravadas e programas de voz-para-texto ajudam a reduzir reprovações. Palestras e rodas de conversa também colaboram para prevenir bullying e aumentar a adesão ao tratamento.
Adesão ao tratamento: a transição para a adolescência

Na adolescência, o desejo de ser “igual aos outros” pode atrapalhar. Até 60% dos jovens com doenças reumáticas esquecem ou pulam doses de remédios.
Estratégias que funcionam:
- Permitir que o adolescente escolha junto o horário da medicação;
- Usar aplicativos de lembrete com jogos e recompensas;
- Incluir temas como sonhos, sexualidade e futuro nas consultas.
A transição para o médico de adultos deve começar entre 14 e 15 anos. Um passaporte de saúde com histórico, medicações e metas reduz o risco de abandono.
Passo a passo para pais e professores
- Observe sinais de tristeza ou isolamento.
- Procure apoio psicológico desde cedo.
- Reúna-se com a escola para criar o PAEE.
- Adapte mochila, material e aulas de educação física.
- Use lembretes digitais para medicamentos.
- Prepare um plano de transição para a vida adulta.
Onde buscar ajuda
- Sociedade Brasileira de Pediatria
- Sociedade Brasileira de Reumatologia
- Hospitais universitários e centros de referência em reumatologia pediátrica
- Grupos de apoio on-line em redes sociais confiáveis
Conclusão

Cuidar da miosite infantil vai além dos remédios. É preciso atenção às emoções, adaptações na escola e envolvimento ativo do adolescente no tratamento. Com apoio da família, dos professores e da equipe de saúde, crescer com saúde é mais legal!
Referências
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