Quatro emergências escolares que todo pai precisa conhecer

Descubra as emergências de saúde mais comuns no ambiente escolar e saiba quais sinais exigem atenção imediata de pais, professores e funcionários.

Você sabia que 1 em cada 5 crianças brasileiras pode ter uma emergência de saúde na escola? É isso mesmo! Cerca de 20% dos estudantes no Brasil têm doenças que duram muito tempo e podem causar situações de perigo durante as aulas.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, sabemos que isso pode assustar muitos pais. Por isso, vamos explicar de forma simples quais são as emergências mais comuns e como você pode ajudar a proteger seu filho.

As quatro emergências mais comuns nas escolas brasileiras

Vamos conhecer as situações que mais acontecem nas escolas do nosso país:

1. Crise de asma (45% dos casos)

A asma é como se o “caninho” por onde o ar passa ficasse mais apertado. É a emergência que mais acontece nas escolas.

Sinais que você deve observar:

  • Tosse que não para.
  • Criança fala com dificuldade.
  • Barulho no peito (como um apito).
  • Respiração rápida e difícil.

2. Problemas com diabetes (25% dos casos)

O diabetes acontece quando o açúcar no sangue fica muito alto ou muito baixo. É como o combustível do corpo que não está na medida certa.

Sinais de alerta:

  • Suor demais sem fazer exercício.
  • Mãos tremendo.
  • Criança confusa ou muito sonolenta.
  • Dor de cabeça forte.

3. Crises de epilepsia (15% dos casos)

A epilepsia é como um “curto-circuito” no cérebro. Pode causar convulsões ou apenas mudanças no comportamento.

O que observar:

  • Movimentos que a criança não consegue controlar.
  • Ficar “no ar” por alguns segundos.
  • Mudança súbita no jeito de agir.
  • Perda de consciência.

4. Reações alérgicas graves (10% dos casos)

Algumas crianças têm reações muito fortes a certas comidas, remédios ou coisas no ambiente.

Sinais de perigo:

  • Manchas vermelhas na pele.
  • Rosto ou língua inchados.
  • Dificuldade para respirar.
  • Vômito ou diarreia súbita.

O que pode causar essas emergências?

Estudos mostram que 60% das emergências acontecem durante:

  • Educação física ou recreio.
  • Momentos de stress (como provas).
  • Contato com poeira, pólen ou alguns alimentos.

É importante saber que o ambiente da escola tem muitas coisas que podem “acordar” essas doenças.

Tempo é vida: quanto você tem para agir?

Cada emergência tem seu cronômetro. Veja quanto tempo você tem:

  • Asma: 5 a 15 minutos para ajudar.
  • Açúcar baixo no sangue: 10 a 20 minutos antes da criança desmaiar.
  • Epilepsia: precisa de ajuda na hora.
  • Alergia grave: apenas 5 minutos para agir.

O tempo médio entre o início dos sintomas e a necessidade de chamar o médico varia de 10 a 30 minutos. Por isso, a escola precisa saber o que fazer rapidamente.

Por que anotar faz toda a diferença

Escolas que registram emergências conseguem:

  • Reduzir em 40% os casos mais graves.
  • Entender melhor o que causa as crises.
  • Preparar melhor os professores.
  • Cuidar melhor de cada criança.

É como ter um diário da saúde que ajuda todo mundo a aprender.

Dicas práticas para pais

  1. Converse com a escola sobre a condição do seu filho.
  2. Deixe remédios com a enfermeira ou coordenação.
  3. Ensine seu filho a reconhecer os próprios sinais.
  4. Tenha sempre o telefone do médico atualizado na escola.
  5. Participe dos treinamentos que a escola oferece.

O que a pesquisa nos ensina

Estudos indicam que a identificação precoce dos sinais de alerta pode reduzir em até 70% o risco de complicações graves relacionadas às doenças crônicas no ambiente escolar. Isso significa que quando pais, professores e funcionários sabem o que observar, as crianças ficam muito mais seguras.

Conclusão

Cuidar de crianças com doenças crônicas na escola não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com informação, preparo e trabalho em equipe entre família e escola, podemos criar um ambiente seguro para todos.

Lembre-se: conhecer os sinais de alerta e saber como agir pode salvar vidas. Cada criança merece estudar com segurança e tranquilidade.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, continuamos acreditando que crescer com saúde é mais legal! Quando todos nós nos unimos para proteger nossas crianças, elas podem focar no que realmente importa: aprender, brincar e ser feliz.

Compartilhe este artigo com outros pais e professores. Juntos, podemos fazer a diferença na vida de muitas crianças!


Referências

  1. Ministério da Saúde. Relatório Nacional de Saúde Escolar. Brasília; 2022.
  2. Silva JM, Santos RC. Emergências relacionadas a DCNTs em ambiente escolar. Rev Bras Med Escolar. 2021;15(2):45-52.
  3. Oliveira PS, et al. Fatores desencadeantes de crises em DCNTs no contexto escolar. Arq Bras Pediatr. 2022;8(3):112-120.
  4. Costa AB, Ferreira LM. Gestão de emergências escolares relacionadas a condições crônicas. J School Health Braz. 2021;4(1):78-85.