Inclusão escolar: primeiros socorros e apoio reduzem faltas e combatem o bullying
Descubra como a capacitação de professores e o apoio da comunidade escolar transformam a rotina de crianças com condições crônicas, trazendo mais proteção.

Você sabia que um curso rápido de primeiros socorros pode mudar toda a vida escolar de uma criança com asma, diabetes ou epilepsia? Estudos feitos no Brasil mostram que professores treinados deixam os alunos mais seguros, faltam menos e aprendem mais. Vamos entender, em linguagem simples, por que isso acontece e como a sua escola pode fazer parte dessa mudança. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Por que a segurança na escola importa?
Quando a criança tem uma doença crônica, como asma ou diabetes, ela já lida com remédios e consultas fora da sala de aula. Se, dentro da escola, ela se sente protegida, a ansiedade diminui. Em São Paulo, 78% dos estudantes asmáticos disseram sentir-se “muito mais seguros” depois que os professores aprenderam a reconhecer crises de falta de ar.
Capacitação dos professores: passo simples, efeito gigante
Um treinamento curto ensina o que fazer em situações como:
- Usar o inalador na hora certa.
- Reconhecer sinais de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue).
- Chamar ajuda sem pânico.
Depois do curso, 92% dos docentes relataram sentir menos medo diante de emergências e disseram que o clima da sala ficou mais calmo.
Menos faltas, melhores notas
Em estudo com mais de mil alunos com diabetes tipo 1, as faltas caíram em média dois dias por semestre após a adoção de protocolos simples de primeiros socorros. As notas subiram 4% em matemática e 3% em português. Menos ausências significam mais aprendizado.
Bullying e estigma: informação é o melhor remédio

Alunos com epilepsia ou alergias graves sofrem até 1,5 vez mais bullying. Quando toda a turma entende a doença, os apelidos maldosos diminuem. Escolas de Recife viram 34% menos ofensas a colegas asmáticos depois de rodas de conversa e dramatizações. É como apagar um boato com uma boa explicação.
Família + escola + colegas: união que protege
Combinar um plano de ação com pais, professores e, claro, o próprio aluno, cria uma ponte de confiança. Aplicativos simples, onde os pais registram glicemias ou uso de broncodilatador, reduziram em 27% as ligações de emergência. Projetos de “alunos-socorristas” também ajudam: em Curitiba, colegas resolveram 64% dos casos leves de hipoglicemia antes da chegada do adulto.
Dicas rápidas para uma escola mais inclusiva
- Tenha um kit de primeiros socorros visível e atualizado.
- Marque um encontro trimestral com pais e equipe de saúde.
- Explique dispositivos como bombas de insulina em aulas de ciências.
- Estimule grupos de apoio entre os alunos.
- Coloque cartazes simples sobre sinais de crise e como agir.
Que mitos precisamos combater?
Mito 1: “A crise convulsiva é contagiosa.”
Fato: crises de epilepsia não passam de pessoa para pessoa.
Mito 2: “Asma é desculpa para fugir da educação física.”
Fato: a criança pode praticar esporte; precisa apenas de cuidado extra e inalador por perto.
Mito 3: “Bombas de insulina são perigosas.”
Fato: o aparelho ajuda a manter o açúcar do sangue estável e evita emergências.
Para mais detalhes sobre cada doença, visite nosso guia de asma infantil e diabetes tipo 1 em crianças.
Conclusão

Quando a escola entende a doença crônica e age rápido, todo mundo ganha: alunos, professores e famílias. Menos medo, menos faltas e mais aprendizado. Invista em informação e cuidado. Aqui no Clube da Saúde Infantil, reforçamos: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Arruda M, et al. Impacto da capacitação de professores no controle de crises asmáticas em escolas públicas de São Paulo. Revista de Saúde Pública, v. 54, n. 8, p. 1-9, 2020.
- Santos L, Ferreira M. Absenteísmo escolar em crianças com diabetes tipo 1: análise multicêntrica no Brasil. Jornal Brasileiro de Endocrinologia, v. 64, n. 2, p. 123-130, 2020.
- World Health Organization. Caring for children and adolescents with chronic conditions in schools. Geneva: WHO, 2021.
- Lopes J, Barbosa A. Programas de primeiros socorros em escolas brasileiras: avaliação de efetividade. Educação & Saúde, v. 15, n. 3, p. 44-52, 2019.
- Gomes P, et al. Bullying, estigma e doenças crônicas na adolescência: revisão sistemática. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 5, e00234519, 2021.
- Brasil. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2021: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil: resumo de evidências. Brasília: OPAS, 2021.
- Oliveira K, et al. Parcerias escola-família no manejo de doenças crônicas pediátricas. Revista Paulista de Pediatria, v. 39, e2020369, 2021.
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- Brasil. Ministério da Educação. Censo Escolar 2022: Resultados Preliminares. Brasília: MEC/INEP, 2023.
- World Health Organization. Global School Health Initiative: framework for action. Geneva: WHO, 2020.