Crianças com doenças crônicas também podem brincar: veja como tornar tudo mais seguro
Saiba como ajustar brincadeiras e atividades físicas para oferecer segurança, inclusão e bem-estar a crianças com condições crônicas em casa e na escola.

Brincar é parte do crescimento. Mas quando a criança tem diabetes, asma ou outra condição crônica, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos, passo a passo, como manter a diversão sem abrir mão da segurança.
Por que adaptar as atividades?
Atividades físicas ajudam no controle da doença, favorecem a autoestima e estimulam a socialização. O segredo está em seguir um plano construído junto com a equipe de saúde.
Diabetes: monitorar e brincar
Cuidados antes da brincadeira
- Medir a glicemia antes, durante e depois de jogos intensos.
- Deixar sempre à mão suco ou tablete de glicose para emergências.
- Planejar lanches rápidos em horários fixos.
Dicas de atividades
- Natação e jogos na água, com pausas para checar a glicose.
- Corridas curtas, como pique-bandeira, seguidas de descanso na sombra.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, participar de atividades físicas adaptadas melhora o controle glicêmico e aumenta a autoestima, além de estimular a autonomia da criança.
Asma e alergias: respirar aliviado

Ambiente ideal
- Espaços internos climatizados reduzem poeira e pólen.
- Piscinas aquecidas entre 28 °C e 30 °C ajudam a prevenir crises.
Atividades recomendadas
- Jogos de baixo impacto, como dança leve ou ioga infantil.
- Brincadeiras em circuito com pausas para recuperar o fôlego.
- Uso do pico de fluxo antes e depois das atividades, conforme orientação médica.
Atividades universalmente acessíveis
Quando o espaço é pensado para todos, nenhuma criança fica de fora.
Exemplos práticos
- Circuitos motores com cones e cordas ajustáveis.
- Oficinas de arte adaptadas a diferentes habilidades.
- Jogos sensoriais com sons, luzes suaves e texturas variadas.
- Roda de música para cantar e tocar instrumentos simples.
Estudos da American Camp Association mostram que o uso do desenho universal em atividades recreativas aumenta a participação de crianças com condições crônicas em até 40%.
Perguntas que sempre aparecem
Meu filho pode correr como os colegas?
Sim. Seguindo o plano de controle da doença e observando sinais de cansaço ou hipoglicemia, a criança pode participar normalmente.
E se houver crise de asma durante o jogo?
Manter a bombinha por perto e treinar a equipe para agir rápido evita sustos e garante segurança.
Posso misturar crianças com e sem condição crônica?
Deve! A inclusão fortalece amizades. Basta ajustar regras e ritmo quando necessário.
Dicas rápidas para pais e educadores
- Converse com o médico antes de qualquer mudança.
- Treine monitores e professores para reconhecer sinais de crise.
- Registre glicemias, picos de fluxo e observações em um caderno.
- Use pulseiras de identificação com dados de saúde da criança.
- Tenha sempre um kit de emergência em local fácil de acessar.
Conclusão

Seguindo estas dicas simples, pais, professores e monitores garantem diversão, inclusão e proteção. Com planejamento, medir glicose, checar a respiração e adaptar o espaço vira rotina fácil. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes para atividades físicas em crianças com diabetes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 27, n. 2, p. 156-163, 2021.
- GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. 2022 update.
- AMERICAN CAMP ASSOCIATION. Inclusive Programming Guidelines for Chronic Conditions. Camp Management Quarterly, v. 15, n. 2, p. 45-52, 2023.