Obesidade infantil não é dever de casa só da família: por que a escola também entra no jogo
Prevenir obesidade infantil exige trabalho em equipe. Escola, família e profissionais de saúde juntos garantem diagnóstico precoce e mais qualidade de vida.

Você já pensou que pesar e medir as crianças na escola pode salvar vidas? Parece simples, mas esse cuidado mostra cedo quando o peso está acima do ideal. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada passo conta para que nossos pequenos cresçam com energia e alegria.
Por que medir peso e altura na escola?
Medir peso e altura é como olhar o marcador de combustível do carro: mostra se algo precisa de atenção antes que apareçam problemas maiores. Quando a escola faz essa triagem, consegue:
- Descobrir cedo o ganho de peso extra.
- Enviar a criança para o posto de saúde no momento certo.
- Envolver professores, famílias e comunidade no cuidado diário.
Quem faz o quê no dia a dia?
Professores

- Observam os alunos e pedem a avaliação quando notam mudanças.
- Falam de comida saudável nas aulas, usando linguagem simples e sem brincadeiras que machucam.
- Depois de cursos rápidos, levam atividades práticas para a sala.
Enfermeiros escolares
- Medem peso, altura e dobras de gordura com cuidado.
- Guardam os dados em sigilo, como um cofre digital.
- Preparam o encaminhamento para o posto de saúde quando necessário.
Nutricionistas
- Ajustam o cardápio da merenda para ser mais colorido e nutritivo.
- Fazem rodas de conversa com alunos e pais.
- Revisam o que a cantina vende, garantindo um ambiente favorável.
Professores de educação física
- Garantem ao menos 60 minutos de movimento forte por dia.
- Acompanham o fôlego das crianças e mostram os resultados à equipe.
- Programas bem feitos já reduziram o IMC médio em um ano.
Gestores e coordenadores
- Reservam horários e espaços para a medição.
- Colocam o tema no Projeto Político-Pedagógico.
- Mantêm o programa ativo quando lideram de forma participativa.
Família e comunidade juntas

- Pais assinam o consentimento e recebem explicações claras, evitando sustos.
- Oficinas simples de culinária ajudam a trocar refrigerante por água saborizada.
- Agentes de saúde podem visitar a casa e apoiar as metas de cada família.
- Parcerias com ONGs e universidades trazem esportes extras sem custo.
- Aplicativos do Programa Saúde na Escola enviam relatórios fáceis de ler no celular.
Equipe que dá resultado
Quando professores, enfermeiros, nutricionistas e educadores físicos trabalham lado a lado, o IMC das crianças cai em até 18 meses. No Ceará, escolas reduziram a obesidade após reuniões frequentes com pais e equipe.
Como manter o programa vivo
Pense no programa como uma escada em três degraus:
- Piloto pequeno, para testar.
- Expansão para mais turmas.
- Virar regra da escola.
Avaliações a cada semestre analisam não só o peso, mas também se professores estão engajados e se a merenda segue saudável. Detectar cedo, agir rápido e avaliar sempre: esse é o segredo.
Conclusão

Quando escola, saúde e família atuam juntas, controlar a obesidade infantil deixa de ser um desafio isolado e vira uma missão compartilhada. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica: Programa Saúde na Escola. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Manual de Orientação: Obesidade na Infância e Adolescência. 4. ed. Rio de Janeiro: SBP, 2020.
- GARCIA, M.; SOUZA, L. Capacitação de professores para prevenção da obesidade infantil. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 37, p. 1-15, 2021.
- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. School health services: guideline. Geneva: WHO, 2021.
- CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Guia de Boas Práticas para Alimentação Escolar. Brasília: CFN, 2019.
- SILVA, R. et al. Impacto de equipe multidisciplinar no controle do IMC de escolares: estudo longitudinal. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 55, p. 1-10, 2021.
- ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Avaliação de Programas de Promoção da Saúde Escolar na América Latina. Washington, DC: OPAS, 2022.
- BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: MEC, 2018.