Reduzir obesidade infantil nas escolas é possível: exemplos que inspiram o mundo
Experiências internacionais mostram que reduzir a obesidade infantil nas escolas é viável. Prevenção, apoio às famílias e exames garantem resultados.

A obesidade infantil é um problema que cresce no mundo todo. Mas alguns países encontraram formas eficazes de proteger suas crianças. Japão, Singapura e Finlândia são exemplos de sucesso que mostram: é possível sim reduzir a obesidade infantil quando escola, família e sistema de saúde trabalham juntos.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que conhecer essas experiências pode ajudar o Brasil a cuidar melhor das nossas crianças.
O Japão: 30 anos de sucesso na saúde escolar
O Japão é campeão mundial no controle da obesidade infantil. Enquanto a média global é de 18 crianças obesas em cada 100, no Japão são apenas 7 em cada 100.
O segredo japonês: acompanhar sempre
No Japão, toda criança faz exames de saúde anuais. Peso e altura são medidos e acompanhados ano a ano.
É como ter uma rede de proteção: escola, família e médicos atuam juntos. Quando uma criança precisa de ajuda, todos sabem rápido e podem agir.
Singapura: a revolução do Trim and Fit
Singapura criou o programa “Trim and Fit” e reduziu a obesidade infantil de 14% para 9,5% em apenas 10 anos.
Como funciona o programa de Singapura
- Alimentação saudável: orientação diária na escola.
- Exercícios planejados: atividades físicas organizadas e constantes.
É como ter aulas de saúde na teoria e na prática, todos os dias.
Finlândia: cuidado sem constrangimento

Na Finlândia, 98% das escolas públicas participam do programa nacional de saúde escolar.
O diferencial finlandês
Eles acompanham todas as crianças sem estigmatizar. Conversam bem com as famílias e dão orientações personalizadas sobre alimentação e saúde. É como ter um médico amigo dentro da escola.
O que o Brasil pode aprender
Esses programas custam entre 25 e 35 dólares por criança ao ano. Para cada dólar investido, economizam 150 dólares em 5 anos.
Elementos que funcionam no Brasil
- Medir peso e altura de forma padronizada.
- Criar prontuário escolar simples.
- Treinar profissionais da escola.
- Explicar tudo às famílias de forma clara.
Por que esses programas funcionam tão bem
- Começam cedo.
- Juntam escola, família e saúde.
- Acompanham todos os anos.
- Respeitam as famílias.
- Investem no futuro.
Conclusão

Japão, Singapura e Finlândia provam que é possível proteger as crianças da obesidade. O segredo está em unir escola, família e profissionais de saúde numa rede de cuidado.
No Brasil, nossas escolas também podem ser lugares onde as crianças aprendem e crescem com saúde.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada criança merece crescer forte e saudável. Porque crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Mori N, Armada F, Willcox DC. Japanese school health system: Current status and recent trends. Glob Health Action. 2019;12(1):1767059.
- World Health Organization. Global Status Report on Childhood Obesity 2022. Geneva: WHO; 2022.
- Toh CM, Cutter J, Chew SK. School-based intervention for childhood obesity in Singapore. Asia Pac J Public Health. 2020;32(4):192-200.
- Finnish Institute for Health and Welfare. School Health Care in Finland: Annual Report 2021. Helsinki: THL; 2021.
- Organisation for Economic Co-operation and Development. The Heavy Burden of Obesity: The Economics of Prevention. Paris: OECD; 2021.