Parceria que cuida: como o PSE apoia famílias e inspira hábitos saudáveis

Descubra como o PSE integra escola e UBS em ações práticas que estimulam bons hábitos, previnem doenças e dão mais suporte às famílias.

Você sabia que escola e posto de saúde podem trabalhar juntos para proteger o peso das crianças? No Programa Saúde na Escola (PSE), esse trabalho em equipe já alcança milhões de estudantes. Vamos mostrar, em linguagem simples, como essa parceria funciona e como ela ajuda seu filho a crescer com saúde.

Por que escola e posto de saúde devem caminhar lado a lado

Quando os dois setores se articulam, a criança recebe o mesmo cuidado no pátio e no consultório. Isso evita exames repetidos, economiza recursos públicos e garante acompanhamento contínuo.

Dados que mostram a força da união

  • Mais de 90% dos municípios já aderiram ao PSE.
  • Em ações avançadas, redes municipais registram queda média de 0,26 kg/m² no IMC dos alunos em dois anos.

Como funciona o Programa Saúde na Escola (PSE)

Pense no PSE como um “trilho” que liga a sala de aula à Unidade Básica de Saúde (UBS).

Três passos que fazem a diferença

  1. Compartilhar dados: a ficha de peso e altura vai direto para o sistema da UBS, e o histórico acompanha a criança.
  2. Usar o mesmo padrão: instrumentos e protocolos de medida alinhados entre escola e UBS evitam divergências.
  3. Montar agendas juntas: campanhas de vacinação e semanas de saúde acontecem no mesmo período, poupando tempo e dinheiro.

Exemplos que inspiram

  • Sobral (CE): equipes de saúde participam de reuniões pedagógicas mensais, garantindo plano único para aula, merenda e atendimento.
  • Florianópolis (SC): nutricionistas oferecem oficinas culinárias a professores de Ciências, facilitando cardápios mais saudáveis na merenda.
  • Campinas (SP): software da merenda emite alerta para a UBS diante de ganho de peso acelerado, agilizando o atendimento.

Desafios que ainda precisamos vencer

Nem tudo é simples. Alguns pontos ainda atrapalham:

  • Troca frequente de gestores: continuidade frágil das ações.
  • Orçamento limitado: repasses inferiores ao custo real por aluno.
  • Capacitação insuficiente: profissionais precisam de formação específica em nutrição e comunicação.

Soluções que já dão resultado

  • Fundo intersetorial: combinar percentuais dos orçamentos de Saúde e Educação para dar estabilidade financeira.
  • Capacitação conjunta: formações integradas aumentam o engajamento das famílias nas oficinas e nas ações escolares.

O que muda para sua família

Se a escola do seu filho participa do PSE, você ganha:

  • Detecção precoce de sobrepeso e obesidade.
  • Encaminhamento rápido para nutricionista na UBS.
  • Atividades na escola que incentivam alimentação saudável e movimento diário.

Dica prática: pergunte à direção da escola ou à UBS do bairro quais ações do PSE estão ativas e como participar.

Dúvidas comuns

“Meu filho já está acima do peso. O PSE ainda ajuda?”
Sim. O programa prevê acompanhamento clínico e orientações de alimentação e atividade física.

“Vai expor a criança ao constrangimento?”
Não. As equipes seguem protocolos de linguagem respeitosa e medidas discretas para preservar o sigilo e o bem-estar.

Participe e faça a diferença

A parceria saúde-educação só funciona plenamente com o apoio das famílias. Converse com professores, agentes de saúde e outros pais. Compartilhe informações nas redes e fortaleça essa rede de cuidado. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada passo conta para um futuro mais leve.

Conclusão

Escola e posto de saúde juntos formam um time forte contra a obesidade infantil. Quando dados, agendas e profissionais trabalham em harmonia, a criança recebe cuidado completo, dentro e fora da sala de aula. Engaje-se: informe-se sobre o PSE, participe das oficinas e incentive hábitos saudáveis em casa. Crescer com saúde é mais legal.


Referências

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