Escolas brasileiras mostram que combater o excesso de peso também melhora notas
Descubra histórias reais de escolas que uniram alimentação nutritiva, atividades físicas e apoio das famílias para transformar saúde e aprendizado das crianças.

Você já pensou como a escola pode ajudar seu filho a ter um peso saudável? Em todo o Brasil, projetos simples — mas muito bem planejados — mostram que, quando escola e família trabalham juntas, a obesidade infantil cai e o aprendizado sobe. Conheça quatro histórias que inspiram e aprenda passos fáceis para copiar na sua comunidade.
Por que olhar para a obesidade infantil
A obesidade infantil traz risco maior de diabetes, pressão alta e problemas no coração. No Brasil, uma em cada três crianças tem peso acima do ideal. A boa notícia: mudanças na merenda, no recreio e em casa fazem diferença rápida, sem custar caro.
Histórias que deram certo
1. Escola Municipal Horizontes (MG) – “Cardápio Conectado”
- Cozinha sem ultraprocessados e 40% menos açúcar.
- Hortaliças orgânicas de agricultores locais.
- Aplicativo gratuito onde alunos registram comida e exercícios.
Resultados em 24 meses: obesidade caiu de 35% para 21%; consumo de refrigerante diminuiu; notas de matemática subiram.
2. CIEP João Cândido (RJ) – “Recreio Ativo 360º”
- Miniestações esportivas: corda, minivôlei e slackline.
- Tarefa em Movimento: 20 minutos por dia de exercício com os pais em casa.
- Caminhada de responsáveis três vezes por semana.
Resultado em 1 ano: mais da metade dos alunos alcançou 60 minutos diários de atividade física. As famílias também foram beneficiadas, com melhora da saúde e da rotina.
3. Escola Rural Nova Semente (PR) – “Horta Pedagógica Integrada”

- Metade da colheita vai para a merenda; o restante é vendido na feira interna.
- Famílias recebem kit de mudas e manual ilustrado.
- Diário de crescimento das plantas vira lição de casa.
Resultado: aumento no consumo de verduras e melhora no desempenho em ciências.
4. Colégio Vida Ativa (SP) – “Desafio Família 30 Dias”
- Trocar refrigerante por água saborizada.
- Cozinhar três refeições em família por semana.
- Postar fotos e relatos na plataforma do colégio.
Resultado: maioria das famílias manteve hábitos saudáveis após seis meses; o IMC médio dos alunos caiu.
Pontos em comum que funcionam
- Coprodução: pais, alunos e professores planejam juntos.
- Mesma mensagem em casa e na escola: desafios simples, aplicativos, kits de cultivo.
- Baixo custo: uso do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e apoio da comunidade.
- Medição clara: peso, consumo de alimentos e tempo de atividade física acompanhados a cada semestre.
Quer replicar? 5 passos fáceis
- Diagnóstico rápido: em duas semanas, ouvir alunos e famílias.
- Ação-piloto visível: algo que mude em até três meses, como reformar a cantina.
- Pacto simples de responsabilidades: direção e Associação de Pais e Mestres assinam.
- Avaliação semestral: pesar as crianças, contar presença nas oficinas, verificar engajamento on-line.
- Divulgar as vitórias: redes sociais, rádios locais e site da escola.
Respondendo dúvidas comuns
A merenda sem ultraprocessado fica cara? Não. Escolas reduziram custos comprando direto de agricultores familiares.
Meu filho não gosta de verduras. E agora? Quando ele planta e cozinha junto, a aceitação aumenta.
Não temos quadra esportiva. O que fazer? Use pátios e salas vazias para circuitos simples, como corda e elástico.
Equívocos que precisamos evitar
- “Só a genética define o peso.” — Falso. Ambiente e hábitos contam muito.
- “Precisa de equipamentos caros para exercícios.” — Falso. Atividades com o peso do corpo funcionam.
- “Criança não deve participar do planejamento.” — Falso. Quando participa, ela se engaja mais.
Conclusão

As quatro escolas provam que, com criatividade e união, é possível diminuir a obesidade infantil e ainda melhorar as notas. Você, família, pode ser parte dessa mudança hoje mesmo. Vamos juntos? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2019: indicadores selecionados. Rio de Janeiro: IBGE; 2020.
- Prefeitura de Belo Horizonte. Relatório de Avaliação do Programa Cardápio Conectado: 2018-2020. Belo Horizonte: PBH; 2021.
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Impacto do “Recreio Ativo 360º” na prática física de escolares da Baixada Fluminense. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2022;26(1):1-10.
- Secretaria Municipal de Educação de Nova Terra. Horta Pedagógica Integrada: resultados preliminares. Nova Terra: SME; 2022.
- Colégio Vida Ativa. Relatório Interno do Desafio Família 30 Dias. São Paulo: CVA; 2021.
- Universidade Federal de Minas Gerais; Fundo das Nações Unidas para a Infância. Boas práticas de prevenção da obesidade infantil em escolas brasileiras. Brasília: UNICEF; 2022.
- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Manual de implementação de ações integradas escola-família. São Paulo: ABESO; 2021.