Mais do que merenda: como iniciativas nacionais estão criando gerações mais saudáveis
Descubra de que forma políticas públicas brasileiras já estimulam hábitos equilibrados, previnem problemas de peso e fortalecem o bem-estar infantil.

Você sabia que o Brasil já tem leis e programas para ajudar nossas crianças a crescerem sem excesso de peso? No Clube da Saúde Infantil, traduzimos essas regras em passos simples para a escola, a família e a comunidade. Vamos lá?
Por que falar de obesidade infantil
A cada 10 adolescentes brasileiros, quase três estão acima do peso. Isso afeta saúde, autoestima e aprendizado. A boa notícia é que governo, escolas e famílias podem mudar esse cenário juntos.
Quais políticas já existem no Brasil
PNAE – comida melhor na escola
- Parte do dinheiro da merenda deve vir da agricultura familiar.
- Há limite para produtos ultraprocessados, como salgadinhos.
- Conselhos de Alimentação Escolar, com pais e alunos, fiscalizam o cardápio.
PROTEJA – saúde e educação unidas
- Municípios recebem recursos extras se medirem o peso das crianças e melhorarem a comida nos Centros de Educação Infantil.
- Cidades que bateram as metas conseguiram reduzir casos de obesidade grave.
PSE – saúde dentro da sala de aula
- A maioria dos municípios já realiza ações de peso, altura e orientação alimentar nas escolas.
- Quando escola e posto de saúde conversam, o cuidado não se perde.
Lei 13.666/2018 – aula de alimentação saudável
- O tema virou obrigatório no currículo.
- Professores podem usar o conteúdo para ligar teoria ao prato de casa.
Como essas ações chegam na família
- Aplicativos oficiais avisam no celular quando o peso da criança sai do ideal.
- Reuniões escola-família ficam mais frequentes, pois todos veem os mesmos dados.
- Oficinas de culinária e hortas escolares mostram, na prática, como trocar biscoito por fruta.
Desafios que ainda precisamos vencer
- O valor da merenda perdeu poder de compra nos últimos anos.
- Muitas secretarias ainda têm dificuldade em integrar saúde e educação.
- Crianças continuam expostas diariamente a anúncios de alimentos não saudáveis.
O que você pode fazer hoje
- Participar do Conselho de Alimentação Escolar da sua cidade.
- Perguntar se a escola já aderiu ao PROTEJA.
- Usar o aplicativo de saúde do município e acompanhar o peso do seu filho.
- Apoiar hortas comunitárias e feiras de produtores locais.
- Conversar com a criança sobre comerciais e rótulos para evitar propaganda enganosa.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada lanche saudável é um passo para um futuro melhor!
Conclusão

O Brasil já tem um conjunto forte de leis e programas que podem virar saúde real no prato das nossas crianças. Quando escola, família e governo atuam juntos, o resultado aparece no peso, na energia e no sorriso dos pequenos. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2019. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.
- Brasil. Ministério da Saúde. Estratégia de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil – PROTEJA. Brasília: Ministério da Saúde; 2021.
- Brasil. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020. Diário Oficial da União. Brasília; 2020.
- Brasil. Ministério da Educação; Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola: relatório de gestão 2022. Brasília: MEC; MS; 2023.
- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2022. São Paulo: ABESO; 2022.
- Brasil. Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018. Diário Oficial da União. Brasília; 2018.
- Silva FM, Lima RS, Oliveira PB. Uso do e-SUS Território na gestão do sobrepeso infantil em Pernambuco. Rev Saúde Coletiva. 2022;31(2):207-220.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Políticas públicas para prevenção da obesidade infantil no Brasil: síntese de evidências. Brasília: OPAS; 2021.
- Costa TP, Souza MR, Barbosa EA. Impacto do Programa Saúde na Escola na capital paranaense: série temporal 2010-2021. Cad Saúde Pública. 2022;38(4):e002145.
- Instituto Alana. Monitoramento de publicidade de alimentos ultraprocessados na TV aberta brasileira. São Paulo: Alana; 2022.