Alimentação escolar no Brasil: por que nem todas as crianças têm refeições de qualidade

Saiba como infraestrutura precária, logística complicada e falta de nutricionistas comprometem a qualidade da merenda e o aprendizado infantil.

Você já se perguntou por que a merenda da escola às vezes não chega quentinha ou saborosa? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que toda criança merece comer bem para aprender melhor. Mas muitos fatores atrapalham esse direito. Vamos explicar, de forma simples, os principais desafios da alimentação escolar no Brasil e por que isso importa para o seu filho.

Por que falar de merenda escolar

A merenda escolar garante energia para estudar, brincar e crescer. Quando a comida é de qualidade, a criança fica mais concentrada e saudável. Porém, vários problemas impedem que todas as escolas ofereçam refeições seguras e gostosas.

Falta de infraestrutura básica

Imagine tentar cozinhar sem fogão ou geladeira. Parece impossível, né? Em 32% das escolas públicas isso acontece. Sem cozinha adequada, os alimentos estragam, gerando desperdício e pratos menos nutritivos.

O que isso causa?

  • Refeições frias ou mal cozidas.
  • Perda de alimentos e dinheiro público.
  • Risco maior de doenças transmitidas por comida.

Relatórios oficiais destacam que a ausência de estrutura adequada compromete a qualidade das refeições e resulta em desperdício significativo de recursos.

Diferenças entre regiões

O Brasil é enorme, como um campo de futebol que não acaba mais. Por isso, os custos mudam muito. O valor gasto por aluno pode variar até 300% entre regiões.

Em cidades grandes, o problema é o alto número de estudantes. Já em áreas rurais, o desafio é levar os alimentos até lá, por estradas ruins ou longas distâncias.

Falta de profissionais qualificados

O nutricionista é o profissional que planeja um cardápio saudável. A lei exige um número mínimo deles em cada município. Mesmo assim, 45% das cidades não cumprem a regra.

Por que isso é grave?

  • Cardápios pouco variados.
  • Compras mal planejadas.
  • Falta de controle de qualidade.

Além disso, apenas 60% dos conselhos de alimentação escolar visitam as escolas com frequência para fiscalizar. Sem fiscalização, erros passam despercebidos.

Como podemos melhorar

Aqui no Clube da Saúde Infantil, defendemos três passos simples:

  1. Investir em cozinhas equipadas, como investir em cadernos e livros.
  2. Criar rotas de entrega mais eficientes, usando mapas e aplicativos.
  3. Contratar e valorizar nutricionistas, pois eles cuidam da saúde no prato.

Perguntas frequentes

A comida da escola faz tanta diferença assim?
Sim. Para muitas crianças, a merenda é a principal refeição do dia.

O que os pais podem fazer?
Participar do conselho de alimentação escolar local, cobrar visitas e dar feedback à escola.

Onde encontrar mais informações?
No site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e nas redes sociais do Clube da Saúde Infantil.

Conclusão

Resolver os desafios da merenda escolar é possível. Precisamos de cozinhas melhores, rotas de entrega eficientes e mais nutricionistas. Quando cada criança recebe uma refeição saudável, ela aprende, cresce e sorri mais. Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos: crescer com saúde é mais legal.


Referências

  1. Tribunal de Contas da União. Auditoria Operacional no Programa Nacional de Alimentação Escolar. Brasília; 2020.
  2. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Relatório de Gestão do PNAE. Brasília; 2021.
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Rio de Janeiro; 2021.
  4. Conselho Federal de Nutricionistas. Diagnóstico da atuação do nutricionista no PNAE. Brasília; 2019.
  5. Controladoria Geral da União. Avaliação da Execução de Programas de Governo. Brasília; 2020.